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Novo rei da Noruega assume Coroa sob sombra de condenação criminal e escândalo Epstein

Haakon VIII assume o trono aos 53 anos com alta aprovação, mas rainha Mette-Marit e a família real acumulam episódios polêmicos

Rei Haakon VIII assumiu o trono da Noruega aos 53 anos, após a morte de seu pai, o rei Harald V
Rei Haakon VIII assumiu o trono da Noruega aos 53 anos, após a morte de seu pai, o rei Harald V Foto : LISE ASERUD / NTB / AFP

Considerado um símbolo de modernização, o rei Haakon VIII assumiu o trono da Noruega aos 53 anos, após a morte de seu pai, o rei Harald V. O novo monarca herda uma instituição abalada por sucessivos escândalos familiares. Em seu primeiro pronunciamento, citado em nota do governo, informou que adotará o nome regnal de Haakon VIII e manterá o lema de seus antecessores: "Tudo pela Noruega".

Com trajetória marcada por formação acadêmica e posições progressistas, o monarca estudou na rede pública, serviu na Marinha, graduou-se em Ciências Políticas pela Universidade da Califórnia em Berkeley e concluiu mestrado em Desenvolvimento na London School of Economics. Ao longo de sua atuação pública, projetou uma imagem de modéstia e pautou sua agenda na defesa do meio ambiente e no combate ao racismo e à homofobia. Em 2022, após um ataque contra a comunidade LGBT+ em Oslo, defendeu publicamente a liberdade de afeto no País.

Casamento, polêmicas e o "caso Epstein"

Em 2001, Haakon casou-se com Mette-Marit Tjessem, mãe solo vinda do universo da música eletrônica. O casal teve dois filhos: Ingrid Alexandra (nascida em 2004 e primeira na linha de sucessão) e Sverre Magnus (nascido em 2005). Mette-Marit já era mãe de Marius Borg Høiby, fruto de um relacionamento anterior.

A saúde da nova rainha também foi alvo de atenção nos últimos anos devido a um diagnóstico de fibrose pulmonar, que a levou a realizar um transplante de pulmão bem-sucedido em junho. A imagem da rainha sofreu forte impacto após a revelação de e-mails trocados entre ela e o criminoso sexual americano Jeffrey Epstein, mantidos entre 2011 e 2014.

Esses contatos ocorreram anos após a condenação de Epstein nos EUA, em 2008, por prostituição de menor. As mensagens comprovaram que Mette-Marit frequentou a residência do financista na Flórida e manteve contato direto com ele. A rainha pediu desculpas públicas, alegando ter sido "manipulada e enganada" e admitindo um "erro de julgamento".

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Condenação por estupro e polêmicas na família real

Na época do caso Epstein, o rei Harald V afirmou que a nora não havia cometido atos ilegais, e Haakon declarou à imprensa que o casamento envolvia assumir momentos bons e ruins. Pesquisas indicam que a maioria da população rejeita o título de rainha para Mette-Marit.

O desgaste da Coroa intensificou-se com o julgamento de Marius Borg Høiby, filho de Mette-Marit. Em junho, ele foi condenado a quatro anos de prisão por dois estupros — um deles cometido em 2018 na residência oficial do então casal herdeiro — e por outras 32 acusações.

Paralelamente, a irmã mais velha de Haakon, princesa Märtha Louise, causou controvérsias pelo uso comercial do título real em atividades ligadas a terapias alternativas. Em 2024, cinco anos após o suicídio do ex-marido, o escritor Ari Behn, a princesa casou-se com o americano Durek Verrett, autoproclamado xamã.

Apesar das turbulências na família, o novo rei mantém forte respaldo popular. Em pesquisa realizada em março, oito em cada 10 noruegueses afirmaram confiar que Haakon VIII fará um bom reinado.