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O tremor aconteceu às 17h16min (5h16min de Brasília) e o epicentro foi localizado a 10 quilômetros de profundidade, informou o Centro de Geofísica dos Estados Unidos (USGS). O terremoto ocorreu ao Sul do município de Fukushima, afetado há exatamente um mês por tremor de 9,0 graus, seguido de um devastador tsunami.
Apesar das precauções, a agência de notícias Kyodo informou que não foi registrado nenhum dano na central. O terremoto foi sentido em Tóquio, a 170 quilômetros do epicentro.
Sobreviventes da tragédia de 11 de março ainda estão alojados em abrigos improvisados. O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, agradeceu às pessoas em todo o mundo pelo apoio. Em uma carta aberta, enviada a sete jornais internacionais, Kan afirmou que o apoio ofereceu esperança e despertou coragem em um momento de desespero.
''Por meio de nossos esforços e com a ajuda da comunidade global, o Japão irá se recuperar e regressará ainda mais forte. Nós iremos retribuir a sua generosa ajuda'', disse Kan. ''Com isso nos nossos corações, agora estamos juntos, dedicados à reconstrução da nação.''
Ao percorrer regiões atingidas pelos desastres mais recentes, Kan prometeu fazer o possível para ajudar as comunidades. Um mês depois, vidas e paisagens ainda estão em caos no Nordeste do Japão. ''O governo depositará todo o seu esforço para trabalhar com vocês. Nós nunca o abandonaremos'', disse o primeiro-ministro.
O secretário-chefe do gabinete do governo do Japão, Yukio Edano, pediu que moradores de outras cinco comunidades em uma área situada a 40 quilômetros da usina nuclear deixem a área em, no máximo, um mês. Edano disse não se tratar de uma emergência, mas acrescentou que elevados níveis de radiação foram detectados em algumas áreas e acrescentou que há riscos de longo prazo para a saúde, caso a crise com a usina se prolongue.