O fenômeno deste sábado foi registrado às 10h08min locais (12h08min de Brasília) a quase oito quilômetros de profundidade na província de Pichincha, informou o Instituto Geofísico equatoriano. Segundo autoridades, tratou-se da mais forte réplica do tremor de 5,1 graus que sacudiu há quatro dias a capital e seus arredores.
Depois do novo sismo, voltaram a ser suspensos por precaução os voos no aeroporto Mariscal Sucre, 30 quilômetros ao leste de Quito, informou o prefeito da cidade, Mauricio Rodas, em sua conta no Twitter. Dois dos feridos estavam em um veículo na via Guayllabamba, no norte da cidade, e os outros 10 em um ônibus na estrada que leva ao aeroporto, informaram Rodas e a polícia equatoriana.
O tremor voltou a levar pânico para esta cidade de 2,6 milhões de habitantes, e provocou deslizamentos de terra e a suspensão do tráfego em várias vias. "Estava deitado e o tremor me acordou. A casa se mexia. Gritei para que todos saíssemos", disse Luis Toapanta Piedra, morador de Carcelén, bairro do norte da cidade. Depois do sismo, uma nuvem de poeira proveniente de pedreiras subiu, cobrindo parte do norte da cidade, explicaram jornalistas.
Os tremores tiveram como epicentro a localidade de Mitad del Mundo (Meio do Mundo), na província de Pichincha. Os especialistas atribuem a série de movimentos de terra dos últimos dias à reativação de um sistema de falhas geológicas.