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Novo tremor afeta resfriamento de usina japonesa

Governo do Japão estenderá área de evacuação para 40 quilômetros

Japão estenderá área de evacuação para 40 quilômetros
Japão estenderá área de evacuação para 40 quilômetros Foto : Yasuyoshi Chiba / AFP
Um mês após o terremoto seguido de tsunami ter atingido o Japão, o país voltou a sofrer um novo tremor nesta segunda-feira, na região Nordeste. As autoridades emitiram um alerta de tsunami, que pouco depois foi suspenso. Como precaução, os funcionários de Fuskushima foram retirados da usina e a energia elétrica do local foi cortada. O forte terremoto afetou as operações de resfriamento em três reatores da usina nuclear Daiichi, em Fukushima. 

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A Tokyo Electric Power (Tepco), proprietária da usina, informou que a energia chegou a ser cortada para o resfriamento dos reatores 1, 2 e 3. Segundo um porta-voz da Agência de Segurança Nuclear e Industrial, porém, a energia foi restaurada após aproximadamente 50 minutos. O porta-voz disse que até o momento não há registro de "qualquer anormalidade" por causa da falta de energia.

Antes do pronunciamento, funcionários da usina disseram que uma falta temporária não causaria qualquer risco imediato de superaquecimento nos núcleos dos reatores. Também não houve mudança nos níveis de radiação após o terremoto.

Com o novo tremor, o governo japonês expandirá a zona de evacuação em virtude da radiação causada pela usina nuclear central de Fukushima, danificada após a tragédia do dia 11 de março. 

O porta-voz do governo, Yukio Edano, disse nesta segunda-feira que os novos planos de evacuação se aplicarão a localidades como Litate, a 40 quilômetros da central nuclear, e ao povoado de Minami Soma, onde se tem medido elevados níveis de radiação acumulada.

Até o momento, o governo tem mantido uma área de exclusão de 20 quilômetros em torno da central nuclear, em Fukushima, e recomenda àqueles residentes que se encontram entre 20 e 30 quilômetros da planta, que permaneçam em suas casas ou abandonem a região. "As novas regiões dentro do plano de evacuação poderiam acumular 20 milisieverts ou mais de radiação dentro do período de um ano", disse Edano.

"Não há necessidade de se evacuar o local imediatamente", salientou o porta-voz do governo. Entretanto, ele frisou que seria desejável que as pessoas deixassem o local dentro de aproximadamente um mês. As informações são da Dow Jones.

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