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Novos ataques matam soldados egípcios

Ontem, ao menos 50 pessoas perderam a vida em confrontos no país

Distúrbios são considerados os mais violentos no país desde meados de agosto
Distúrbios são considerados os mais violentos no país desde meados de agosto Foto : Mohammed Abdel Moneim / AFP / CP
Ao menos cinco soldados morreram nesta segunda-feira em dois ataques no Egito, um dia depois dos violentos confrontos entre as forças de segurança e partidários do presidente islamita deposto Mohamed Mursi. Os militares morreram em Ismailiya (norte), onde grupos islamitas atacam com frequência as forças de segurança desde que o exército destituiu e prendeu em 3 de julho Mohamed Mursi, primeiro presidente eleito democraticamente.

Já na península do Sinai, duas pessoas morreram em um atentado com carro-bomba diante de uma delegacia. Testemunhas viram a aproximação de um veículo da principal entrada da delegacia de Al-Tur, ao sul do Sinai, segundo a polícia.

Na capital, vários foguetes atingiram uma gigantesca antena de comunicação por satélite. Os disparos tinham como alvo um conjunto de várias antenas parabólicas de comunicação no bairro de Maadi e atingiram uma delas, destinada a comunicações telefônicas internacionais.

No domingo, as manifestações dos partidários de Mursi, que terminaram em confrontos com a polícia, deixaram pelo menos 50 mortos. Autoridades e os simpatizantes de Mursi trocaram acusações sobre os distúrbios, os mais violentos no país desde meados de agosto.

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