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Número de mortos em ataque na Austrália sobe para 16

Polícia local confirma que 40 pessoam permanecem no hospital após o ataque a tiros

Em Berlim, pessoas se manifestam ao ataque em evento de celebração ao Chanukka
Em Berlim, pessoas se manifestam ao ataque em evento de celebração ao Chanukka Foto : John MacDoulgall / AFP

Um ataque a tiros contra uma celebração judaica deixou 16 mortos e pelo menos 40 feridos na praia de Bondi em Sydney, na Austrália, informou a polícia na manhã desta segunda-feira (15, data local) ao atualizar o balanço de vítimas.

“A polícia pode confirmar que 16 pessoas morreram e 40 permanecem no hospital após o ataque a tiros de ontem em Bondi”, escreveu a polícia de Nova Gales do Sul na rede X.

As autoridades não explicaram se o balanço incluía um dos atiradores, que morreu durante o ataque.

Um evento chamado "Chanukah by the Sea" estava programado para este domingo na praia para celebrar o feriado judaico do Hanukkah.

Os serviços de emergência receberam as primeiras ligações por volta das 18h45 (4h45 no horário de Brasília), segundo a polícia.

"Diversos objetos suspeitos encontrados nas proximidades estão sendo examinados por agentes especializados e uma zona de isolamento foi estabelecida", disse a polícia em um comunicado.

A colina que leva à praia de Bondi, no leste de Sydney, um local popular entre banhistas e turistas especialmente nos finais de semana, estava repleta de pertences abandonados por pessoas que fugiram, incluindo um carrinho de bebê, relatou um jornalista da AFP no local.

"Houve um ataque a tiros, dois agressores vestidos de preto com fuzis semiautomáticos", disse o turista britânico Timothy Brant-Coles à AFP.

Outra testemunha, Harry Wilson, um morador local de 30 anos, disse ao Sydney Morning Herald que viu "pelo menos dez pessoas no chão e sangue por toda parte".

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O presidente israelense, Isaac Herzog, classificou o ataque como "cruel contra judeus" e pediu às autoridades australianas que intensifiquem sua luta contra o antissemitismo.

Da mesma forma, o chefe da Associação Judaica da Austrália, Robert Gregory, disse à AFP que o ataque foi "uma tragédia, mas completamente previsível" e denunciou o governo por "não tomar medidas adequadas para proteger a comunidade judaica".

O presidente norte-americano, Donald Trump, classificou o ato como “puramente antissemita". “Foi um ataque terrível”, declarou durante um evento natalino na Casa Branca.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio manifestou que “os Estados Unidos condenam firmemente o ataque terrorista na Austrália contra uma celebração judaica”.