O balanço do pior incêndio em Hong Kong em décadas subiu para 160 mortos nesta terça-feira (9), após a identificação de um novo corpo. O número pode aumentar, já que seis pessoas continuam desaparecidas.
As chamas tomaram o conjunto habitacional Wang Fuk Court, no distrito norte de Tai Po, no fim de novembro.
O número de mortos anterior, divulgado na semana passada, era de 159. A contagem aumentou para 160 nesta terça-feira após exames forenses revelarem que um conjunto de restos mortais já contabilizados pertencia, na verdade, a duas pessoas, informou o comissário de polícia Joe Chow. As autoridades confirmaram as identidades de 120 dos 160 mortos por meio de testes de DNA ou impressões digitais.
As autoridades asseguram que as chamas se propagaram rapidamente através das redes plásticas que cobriam os andaimes de bambu instalados para obras, as quais não atendiam às normas de resistência ao fogo.
O governo de Hong Kong anunciou a criação de um "comitê independente" liderado por um juiz para investigar as causas. A polícia deteve 15 pessoas suspeitas de homicídio culposo relacionado à tragédia.