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"O povo da Líbia deve ser protegido", afirma Obama

Hillary Clinton diz que EUA darão apoio à intervenção militar no país

Em seu discurso em Brasília, o presidente americano, Barack Obama, lembrou do conflito na Líbia. Além de falar ao lado da presidente Dilma Rousseff sobre a relação comercial com o Brasil, afirmou os Estados Unidos e seus parceiros de coalizão estão prontos para agir na Líbia caso não haja uma interrupção imediata da violência contra civis no país.

"Nossa coalizão está preparada para agir rapidamente", disse Obama em uma declaração à imprensa acompanhada de Dilma. "Nosso consenso é forte. O povo da Líbia deve ser protegido", afirmou o presidente americano, depois de pedir um cessar-fogo imediato por parte do governo de Muamar Kadhafi.

Enquanto isso, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou que os Estados Unidos fornecerão ao dispositivo militar contra o líder líbio, Muamar Kadhafi, suas "capacidades únicas", ou seja, os meios militares que os aliados não tiverem. Depois de dizer que o dirigente líbio continua "desafiando o mundo", pois os ataques contra civis continuam, a chefe da diplomacia americana sustentou que "um maior atraso colocará mais civis em risco".

"Vamos apoiar uma coalizão internacional em todas as medidas para reforçar os termos da resolução" adotada pelo Conselho de Segurança da ONU, afirmou Hillary no final da cúpula internacional extraordinária realizada em Paris para definir o dispositivo militar contra a Líbia e evitar uma ofensiva do regime de Kadhafi que afete a população civil.

Depois de vários dias de árduas negociações, o Conselho de Segurança da ONU aprovou na noite de quinta-feira uma resolução autorizando o uso da força contra as tropas de Kadhafi. O Brasil, que é membro rotativo do Conselho de Segurança, absteve-se de votar essa resolução.

Neste sábado, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou que a força aérea do seu país começou a agir na Líbia para impedir ataques das forças do ditador Muamar Kadhafi contra a cidade de Benghazi, reduto da oposição no leste do país.


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