O presidente venezuelano acrescentou: "Diz a Bíblia: 'A morte será absorvida pela vitória. Todos estes mortos, que se foram fisicamente, ressuscitam a cada dia com a vitória da pátria". "Estou muito triste, sinto pelos mortos, por seus familiares, pelos feridos."
Chávez, que disputará mais uma reeleição em 7 de outubro, ordenou uma investigação sobre as causas do vazamento de gás que provocou a explosão e adiantou que "há distintas hipóteses", sem dar detalhes. O presidente afirmou que as acusações de "falta de manutenção" na refinaria são "irresponsáveis".
Além de percorrer as instalações de Amuay ao lado de ministros e de autoridades locais, Chávez visitou o bairro La Pastora, junto à refinaria. Em seguida, o presidente se dirigiu à base naval de Punto Fijo para assistir à missa em memória dos militares mortos no acidente.
A base naval acolhe 121 pessoas, incluindo 48 crianças, desabrigadas devido ao acidente, que atingiu 209 casas e 11 lojas situadas nos arredores da refinaria. As refinarias de Amuay e Cardón formam o Centro de Refino Paraguaná, "o maior do mundo", com produção diária de 955 mil barris, cobrindo 66% da demanda interna de combustível, segundo o ministro do Petróleo, Rafael Ramírez.
Brasil lamenta explosão em refinaria
O governo federal divulgou nesta segunda-feira nota de pesar sobre o incêndio ocorrido na refinaria de Amuay, uma das três que formam o Centro de Refinamento de Paraguaná - o principal da Venezuela. “O governo brasileiro lamenta profundamente o trágico acontecimento ocorrido na sexta-feira, dia 24 de agosto, na Refinaria de Amuay, no estado venezuelano de Falcón. [O governo do Brasil] transmite às famílias das vítimas as mais sinceras condolências e reitera sua solidariedade ao governo e ao povo venezuelanos”, diz a nota.