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Obama acredita em fim do embargo a Cuba no próximo governo

Imposto por Washington em 1962, impedimento proíbe quase todo comércio entre os países

Imposto por Washington em 1962, impedimento proíbe quase todo comércio entre os países
Imposto por Washington em 1962, impedimento proíbe quase todo comércio entre os países Foto : Nicholas Kamm / AFP / CP
O presidente Barack Obama disse estar convencido de que o próximo governo, que toma posse em janeiro de 2017, suspenderá o embargo a Cuba. Mandatário norte-americano deu entrevista à rede CNN em espanhol divulgada nesta segunda-feira, a uma semana de sua histórica viagem à ilha.

"Minha firme previsão é que, em algum momento, o governo do próximo presidente, seja democrata, seja republicano, vai derrogar o embargo", afirmou Obama, que viajará para Cuba junto com a primeira-dama, Michelle, entre 21 e 22 de março. O objetivo da ida à Cuba é selar o processo de aproximação entre Washington e Havana iniciado em dezembro de 2014, após meio século de inimizade e tensões.

"Tem sentido para nós poder vender a Cuba, fazer negócios com os cubanos, mostrar a eles nossas práticas comerciais, como tratamos os trabalhadores, como nos dedicamos a temas como os direitos humanos. Isto ajudará a produzir o tipo de mudança de que necessitamos na Ilha", complementou o presidente.

Imposto por Washington em 1962, o embargo proíbe quase todo comércio dos Estados Unidos com Cuba, e pode ser suspenso apenas pelo Congresso, atualmente dominado pela oposição republicana. Obama tem pedido ao Congresso que suspenda o embargo, enquanto decreta uma série de reformas regulatórias para flexibilizar algumas sanções.

Durante a mesma entrevista, Obama citou a Venezuela, onde a situação econômica é preocupante. "Quanto antes o povo venezuelano puder eleger um governo no qual confie, que seja legítimo e que possa implementar políticas econômicas para sair da crise, tanto melhor será para todos nós", opinou o presidente.

Obama decidiu, no início do mês, estender por um ano o decreto que declara a Venezuela "uma ameaça", o que irritou o governo de Nicolás Maduro e provocou a retirada do principal representante diplomático de Caracas em Washington.