"As evidências indicam que o avião foi abatido por um míssil terra-ar, que foi lançado a partir de uma área controlada por separatistas apoiados por russos no interior da Ucrânia", disse o presidente americano. Embora Obama tenha afirmado que aguarda o quadro geral da situação, lembrou que os rebeldes pró-russos já abateram no passado uma aeronave ucraniana.
O presidente, que no início da semana anunciou um aumento das sanções contra a Rússia devido ao conflito, pediu que o presidente russo, Vladimir Putin "tome o caminho que resultaria em paz na Ucrânia". "Acho que é importante reconhecer que este evento chocante lembrou que este é o momento para restaurar a paz e a segurança na Ucrânia", disse Obama.
"Agora é, penso eu, um momento sombrio apropriado para todos nós darmos um passo atrás e observarmos o que aconteceu. Violência e conflito levam inevitavelmente a consequências imprevisíveis", afirmou. Ele insistiu que Putin deve usar de sua influência junto aos separatistas pró-russos para frear suas ações. Segundo ele, o avião derrubado "é um chamado de atenção da Europa sobre a Rússia".
Conflito no Oriente Médio
Obama também informou ter conversado com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para expressar sua preocupação com a crise na Faixa de Gaza depois do início da operação terrestre por parte do Estado hebreu.
O presidente americano disse que, apesar de Washington apoiar o direito de Israel a defender-se, "os Estados Unidos e nossos aliados e amigos estão profundamente preocupados com os riscos de uma maior escalada e a perda de mais vidas inocentes".
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ONU pede investigação rigorosa
O Conselho de Segurança da ONU e familiares das vítimas que morreram na queda do voo MH17 pediram nesta sexta-feira a realização de uma investigação internacional independente e profunda sobre o avião malaio que foi derrubado por um míssil no Leste da Ucrânia, matando 298 passageiros.
Os familiares e amigos das vítimas holandesas do voo da Malaysia Airlines tentavam nesta sexta-feira assimilar a trágica perda e exigiam uma investigação exaustiva. O país amanheceu em estado de choque, com bandeiras a meio mastro como símbolo de luto, pela morte de ao menos 154 passageiros holandeses que estavam no voo acidentado MH17.