O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta sexta-feira que confrontou pessoalmente seu contraparte russo, Vladimir Putin, sobre as alegações de cibarataques russos quando se encontraram antes das eleições nos Estados Unidos. "Pare com isso", teria dito o norte-americano, sobre a suposta atividade de hackers.
"No começo de setembro, quando encontrei o presidente Putin na China, senti que a forma mais eficaz de garantir que aquilo não acontecesse era falar diretamente com ele e dizer-lhe para parar com aquilo e que haveria consequências sérias se não o fizesse", disse Obama. "E de fato não vimos mais adulterações no processo eleitoral", acrescentou.
Apenas cinco semanas antes de deixar a Casa Branca, o presidente em fim de mandato prometeu retaliar Moscou pela ciberespionagem, que segundo a Inteligência americana foi planejada para ajudar o republicano Donald Trump a derrotar a democrata Hillary Clinton, crítica de Putin. "Nosso objetivo continua sendo enviar uma mensagem clara à Rússia ou a outros a não fazerem isto porque podemos fazer coisas com vocês", avisou Obama.
Esperava-se que a tradicional coletiva de imprensa de fim de ano de Obama, celebrada enquanto as tensões com a Rússia aumentam, fosse seguida de perto por seu sucessor, Trump, que prometeu estimular laços mais próximos com o Kremlin. Embora Obama não tenha nomeado o presidente russo pela ciberespionagem eleitoral, um de seus conselheiros, Ben Rhodes, disse na quinta-feira: "Não acredito que as coisas desta proporção aconteçam no governo russo sem que Vladimir Putin saiba".
Obama afirma que pediu diretamente a Putin para cessar ataques pela internet
Presidente dos EUA garantiu que, após encontro, atividades de hackers na eleição pararam