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Obama anuncia adiamento de ataque aéreo na Síria

Presidente garantiu que não enviará tropas e que busca solução pacífica para armas químicas

Obama anuncia adiamento de ataque aéreo na Síria
Obama anuncia adiamento de ataque aéreo na Síria Foto : Reprodução CP
Em discurso à nação e ao mundo, nesta terça-feira, o presidente Barack Obama reconheceu a possibilidade de negociar uma solução sem intervenção militar para as armas química da Síria. Obama destacou o horror das imagens de pessoas atingidas pelo gás sarin, mas informou que ordenou as Forças Armadas a adiarem um ataque aéreo planejado para impedir o regime de Bashar Al-Assad de usar seu arsenal biológico.

Obama também garantiu que não pretende colocar o país em uma guerra como a do Iraque. "Não vou desembarcar soldados em terra na Síria, não começarei uma ação como Iraque ou Afeganistão. Não vou preparar um ataque aéreo longo", destacou o presidente. "O que planejamos é uma ação direcionada para impedir o uso de armas químicas. Quero deixar uma coisa muito clara. Não é um ataquezinho sem objetivo, tem um recado muito direto. Não acho que temos de tirar um ditador à força, mas um ataque direcionado pode deter Assad ou fazer qualquer outro ditador pensar antes de usar armas químicas", frisou.

O presidente relatou que negociações de Rússia e China, para que o regime sírio entregue suas armas, levou ao recuo de um ataque imediato. "Concordo que não deveríamos ser os patrulheiros do mundo e tenho preferência muito grande por soluções pacíficas. Nosso governo tentou diplomacia e sanções, mesmo assim o regime de Assad usou armas químicas", lembrou Obama.

"Mas vimos uma reação positiva, principalmente com a possibilidade de ataque dos EUA, do governo Assad de entregar armas químicas. É uma iniciativa que tem potencial de eliminar a ameaça sem uso de força", citou o presidente. "Pedi para os líderes do congresso adiarem o uso de força até analisarmos essa possibilidade. Trabalhamos com Rússia e China para montarmos um conselho de segurança para que a Síria deixe de usar e destrua as armas com controle internacional", explicou Obama, antes de alertar Assad: "Militares ficarão de prontidão para pressionar o governo e prontos para responderem à necessidade de uma ação".

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