Até o fim do ano, 10 mil soldados devem ser retirados do país e, até 2012, 33 mil. Obama ordenou o envio desse total em dezembro de 2009, em uma tentativa de virar a complicada campanha contra os rebeldes talibãs.
Pressão
Obama está sob crescente pressão política para diminuir os esforços de guerra. Pelo menos 1,5 mil soldados morreram e 12 mil ficaram feridos desde a invasão dos Estados Unidos no Afeganistão, em 2001. O custo financeiro da guerra passou dos US$ 440 bilhões e está em elevação, passando para US$ 120 bilhões por ano – o dobro do total de dois anos atrás.
A retirada inicial deve acontecer em duas fases: 5 mil soldados devem voltar para casa neste verão (no hemisfério norte) e outros 5 mil até o final do ano, segundo um graduado funcionário da Defesa.
Al-Qaeda
No mesmo discurso, o presidente americano revelou que os documentos recuperados na operação que matou Osama bin Laden mostraram que a Al-Qaeda "sofre enormemente" e é "incapaz de substituir de modo eficaz" os altos dirigentes eliminados. Segundo Obama, o líder terrorista "estava preocupado com a incapacidade da rede em substituir seus chefes mortos e em apresentar os Estados Unidos como um país em guerra contra o Islã".
Bin Laden foi morto em 2 de maio passado, por um comando americano, na cidade paquistanesa de Abbottabad, cerca de 100 km ao norte de Islamabad. Obama advertiu que, apesar do revés, a Al-Qaeda permanece sendo "perigosa" e é preciso estar "vigilante". "Mas já colocamo-na no caminho da derrota e não vamos parar até o trabalho estar concluído."