Mundo

Obama anuncia US$ 100 milhões para ajuda ao Haiti

Presidente dos Estados Unidos disse que povo haitiano não está esquecido

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou, nesta quinta-feira, um novo investimento de US$ 100 milhões para ajudar o Haiti a enfrentar os problemas causados pelo terremoto de terça-feira. "Para o povo do Haiti, nós afirmamos claramente e com convicção: vocês não serão abandonados, vocês não serão esquecidos", disse Obama, na Casa Branca.

O presidente afirmou que as primeiras levas de pessoas que trabalharão no resgate e no socorro das vítimas estão em terra. Além disso, há mais assistência se direcionando à ilha, incluindo membros da 82ª divisão Airborne do Exército.

Forças de operações especiais reabriram o aeroporto do Haiti, de acordo com um relatório do governo norte-americano divulgado nesta manhã. Um avião militar levará água a medicamentos.

"Mesmo que nos movamos o mais rápido possível, serão necessárias horas, e em muitos casos dias, para que todas as pessoas e recursos cheguem", disse Obama, afirmando que estradas estão intransitáveis e que a comunicação ficou danificada.

"Nada disso parece rápido o suficiente quando você tem alguém que ama sob escombros, quando você está dormindo nas ruas, quando você não pode alimentar seus filhos", afirmou.

O Banco Mundial se comprometeu a enviar um auxílio extra de US$ 100 milhões ao Haiti, que já enfrenta um quadro de instabilidade política, crimes e desastres naturais. A Cruz Vermelha Internacional lançou um apelo para arrecadar US$ 10 milhões. O Programa Alimentar Mundial da ONU já anunciou que fornecerá em breve 15 mil toneladas de comida. A Organização Mundial de Saúde (OMS) enviou especialistas para ajudar a lidar com os mortos e seus corpos, advertindo para o perigo da disseminação de doenças, como a diarreia.

Países


Vários países latino-americanos ofereceram ajuda. Cuba, que sentiu o tremor, enviou 30 médicos para auxiliar os funcionários de saúde cubanos que já atuavam no Haiti. O Brasil anunciou o envio de US$ 15 milhões e de 14 toneladas de alimentos. Peru, Venezuela, México, Colômbia, Guatemala e Chile também prometeram ajudar. O papa Bento XVI pediu uma resposta generosa à "trágica situação".

O Canadá enviou dois navios, helicópteros e aviões com suprimentos, além de uma equipe de resgate e apoio. A Austrália ofereceu US$ 9 milhões. Taiwan, Coreia do Sul e Nova Zelândia também auxiliarão. Na Europa, a Comissão Europeia liberou 3 milhões de euros (US$ 4,4 milhões) em assistência emergencial. Grã-Bretanha, França, Alemanha, Itália, Holanda e Espanha são outras nações que prometeram ajuda. Um avião com uma equipe de busca e resgate partiu de Moscou e a Rússia também se ofereceu para instalar um hospital de campanha.

O ministro das Relações Exteriores da Indonésia, Marty Natalegawa, cujo país foi o que mais sofreu com o tsunami que matou mais de 220 mil pessoas na Ásia, em 2004, apelou para que o mundo ajudasse o Haiti durante um encontro de ministros do continente. "Como alguém de um país que já foi devastado por situações similares, estamos absolutamente entristecidos. Nós pedimos à comunidade internacional, incluindo nós mesmos, para fazer o que for possível para ajudá-los." O Japão também já anunciou que pretende auxiliar. As informações são da Dow Jones.