O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, manifestou esperança de que o acordo deste sábado conduza "a esforços para acabar com o terrível sofrimento" dos sírios. Também o chefe da diplomacia francesa, Laurent Fabius, elogiou o acordo de Genebra, classificando-o como "um passo importante". Da mesma forma, o governo alemão mostrou-se confiante em um aumento das oportunidades para uma solução política do conflito.
O acordo dá ao governo sírio uma semana para apresentar a lista de armas químicas e prevê a adoção de uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU), que trata do uso da força. Pelo acordo, inspetores deverão estar em território sírio até novembro, com o objetivo de eliminar as armas químicas do país até meados do ano que vem.
De acordo com as Nações Unidas, o conflito na Síria, onde a contestação popular ao regime degenerou em guerra civil, fez mais de 100 mil mortos desde 2011. Cerca de 2 milhões estão refugiados, acolhidos sobretudo na Jordânia, Turquia e Líbano.