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Obama aprova acordo com Síria, mas faz alerta a Assad

Presidente reforçou que EUA estão prontos para agir contra armas químicas

O acordo firmado neste sábado, entre os Estados Unidos e a Rússia, para o plano de eliminação das armas químicas da Síria agradou ao presidente americano, Barack Obama. Ele ressaltou, porém, que há muito ainda por fazer e que Damasco deve cumprir os compromissos internacionais. "Os Estados Unidos continuam preparados para agir”, enfatizou o presidente, para o caso de o regime de Bashar Al Assad não atender às exigências.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, manifestou esperança de que o acordo deste sábado conduza "a esforços para acabar com o terrível sofrimento" dos sírios. Também o chefe da diplomacia francesa, Laurent Fabius, elogiou o acordo de Genebra, classificando-o como "um passo importante". Da mesma forma, o governo alemão mostrou-se confiante em um aumento das oportunidades para uma solução política do conflito.

O acordo dá ao governo sírio uma semana para apresentar a lista de armas químicas e prevê a adoção de uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU), que trata do uso da força. Pelo acordo, inspetores deverão estar em território sírio até novembro, com o objetivo de eliminar as armas químicas do país até meados do ano que vem.

De acordo com as Nações Unidas, o conflito na Síria, onde a contestação popular ao regime degenerou em guerra civil, fez mais de 100 mil mortos desde 2011. Cerca de 2 milhões estão refugiados, acolhidos sobretudo na Jordânia, Turquia e Líbano.


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