O presidente disse que o compromisso exigiu de cada um, inclusive dele próprio, concessões em temas considerados de importância por ambas as partes. "Alguns dos cortes que fizemos serão dolorosos, as pessoas que trabalham nestes programas confiam em poder reduzi-los; alguns projetos necessários de infraestrutura serão adiados", estimou Obama.
Mas, ponderou, "começar a viver com nossos recursos é a única maneira de proteger esses investimentos, que ajudarão os Estados Unidos a competir por novos empregos, investir na educação de nossas crianças e em empréstimos para estudantes; em energias limpas e na pesquisa médica para salvar vidas". O acordo também removeu o que os democratas consideravam o maior obstáculo: a medida apresentada pelos republicanos que cortava a verba federal para clínicas de planejamento familiar que praticam aborto.
O líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, havia adiantado que o principal obstáculo era o financiamento das clínicas de aborto: "no que se refere às questões orçamentárias, tudo está resolvido, o aborto é a única questão não acertada...". "As discussões nada têm a ver com cifras. Isso tudo diz respeito à saúde das mulheres, é uma batalha ideológica".
As duas partes também acertaram trabalhar em conjunto sobre um orçamento "ponte" que manterá o funcionamento do governo até a redação do acordo definitivo.
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