Analistas indianos destacaram o fato de Obama não ter citado o Paquistão em seu discurso. Foi do país vizinho à Índia que vieram os responsáveis pelos ataques em Mumbai. O Paquistão é arqui-rival da Índia, mas um importante aliado de Washington na guerra do Afeganistão. O governo indiano demonstra preocupação com os bilhões de dólares em ajuda militar que os EUA têm enviado ao Paquistão e se ressente também com comentários desfavoráveis de políticos americanos sobre a terceirização de empregos dos EUA para outros países, inclusive a Índia. A expectativa era que Obama anunciasse também 10 bilhões de dólares em acordos comerciais com a Índia, com o intuito de sustentar quase 54 mil empregos nos EUA. Os acordos incluem a compra de 33 aeronaves Boeing 737 pela empresa aérea indiana SpiceJet Airlines, um contrato para a General Electric fabricar motores para aviões de combate indianos e um projeto da Harley Davidson de fabricar motocicletas na Índia.
Além disso, Obama iria anunciar novas regras de exportação para facilitar o comércio entre os dois países, incluindo normas mais flexíveis para a compra pela Índia de tecnologias de "duplo uso", que podem servir para propósitos civis ou militares. Na viagem mais longa ao exterior desde que assumiu a presidência, Obama ficará três dias na Índia antes de seguir para a Indonésia, onde viveu por quatro anos na juventude, Coreia do Sul, onde participará da cúpula dos países do G-20, e Japão, onde ocorrerá o fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico.