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Obama comemora queda do desemprego nos Estados Unidos

Taxa caiu ao menor nível desde janeiro de 2009

Barack Obama comemorou os dados que indicam queda do desemprego nos Estados Unidos
Barack Obama comemorou os dados que indicam queda do desemprego nos Estados Unidos Foto : Chip Somodevilla / Getty Images North America / AFP / CP
O presidente americano, Barack Obama, comemorou nesta sexta-feira os dados do emprego nos Estados Unidos divulgados nesta sexta-feira pelo Departamento de Trabalho do país. A taxa de desemprego caiu para 7,8% em setembro, o menor nível desde janeiro de 2009, e a economia do país criou 114 mil empregos no mês.

Obama disse que a economia avançou muito para recuar, em referência às críticas realizadas por seu adversário Mitt Romney. "Este país avançou muito para recuar", disse o democrata perante 2 mil pessoas em um auditório da Universidade George-Mason na Virgínia, criticando de forma implícita as declarações de Romney, que afirmou que o relatório de emprego não mostrava uma recuperação real.

Romney diz que relatório não apresenta "recuperação real"

Mitt Romney questionou nesta sexta-feira se os números do último relatório sobre o emprego nos Estados Unidos são positivos e afirmou que a queda da taxa de desemprego, de 8,1 para 7,8%, se deve ao fato de que muitas pessoas deixaram de fazer parte da população ativa. "Isso não é o que constitui uma verdadeira recuperação", afirma o candidato republicano à Casa Branca, em um comunicado divulgado quando seguia para um comício em Abingdon, na Virginia, uma região produtora de carvão.

"Eles criaram menos empregos em setembro do que em agosto, menos empregos em agosto do que em julho, e perderam cerca de 600 mil postos de trabalho na indústria manufatureira desde que o presidente (Barack) Obama assumiu o cargo", acrescentou. "Se não fosse por todas as pessoas que simplesmente deixaram a força de trabalho, a taxa de desemprego real seria de 11%", afirmou.

Números foram revisados fortemente para cima

Esse é o primeiro relatório de emprego (payroll) desde que o Federal Reserve Bank, o banco central americano, anunciou no mês passado seu novo programa de compras de ativos, por meio do qual vai adquirir US$ 40 bilhões por mês em títulos lastreados em hipotecas (MBS, na sigla em inglês). O programa só vai terminar quando houver uma melhora significativa no mercado de trabalho, segundo o Fed.

O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos informou também que os números dos payrrolls de agosto e julho foram revisados fortemente para cima. Agora, o governo afirma que em agosto foram criadas 142 mil vagas de trabalho, antes a estimativa anterior de 96 mil. Já em julho foram abertos 181 mil postos, contra a leitura inicial de 141 mil novas vagas.

Os números do payroll e da taxa de desemprego são obtidos em pesquisas separadas - eles às vezes divergem no curto prazo, mas normalmente se movem na mesma direção. Em outras circunstâncias, a queda na taxa de desemprego foi causada pela saída de pessoas da força de trabalho, mas não foi isso que ocorreu em setembro.

O setor privado foi responsável pela criação de 104 mil vagas em setembro, com destaque para os setores de saúde, transporte e armazenagem. Já na área industrial foram fechadas 16 mil vagas. Enquanto isso, o setor público contribuiu com a geração de 10 mil postos de trabalho. No acumulado do ano, a economia americana tem criado uma média de 143 mil vagas de trabalho por mês em 2012, ante uma média de 153 mil no mesmo período do ano passado.

O relatório do Departamento do Trabalho mostra ainda que os ganhos médios por hora trabalhada subiram US$ 0,07, para US$ 23,58. A semana de trabalho média subiu 0,01 hora, para 34,5 horas em setembro. Uma medida mais ampla do desemprego, que inclui trabalhadores com ocupações de meio período, ficou estável em 14,7% em setembro. As informações são da Dow Jones.

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