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Obama condena ataque contra a ONU no Afeganistão

Oito funcionários da entidade e quatro manifestantes morreram em Mazar-i-Sharif

Oito funcionários da entidade e quatro manifestantes morreram em Mazar-i-Sharif
Oito funcionários da entidade e quatro manifestantes morreram em Mazar-i-Sharif Foto : STR / AFP / CP
O presidente americano Barack Obama condenou, nesta sexta-feira, a invasão aos escritórios da Organização das Nações Unidas (ONU) em Mazar-i-Sharif, no Afeganistão, quando 12 pessoas morreram – oito funcionários do escritório da entidade. “Eu condeno nos termos mais severos possíveis”, afirmou Obama. “Destaco a importância de todas as partes rejeitarem a violência e resolverem as diferenças através do diálogo.”

Informações não confirmadas dão conta de que pelo menos dois dos oito funcionários da ONU teriam sido decapitados e alguns oficiais da entidade afirmaram que o número de mortos chegaria a 20. A identidade das vítimas é desconhecida, mas sabe-se que há noruegueses, romenos, suecos e nepaleses.

Segundo o jornal inglês The Guardian, citando a polícia local, quatro das vítimas seriam soldados do Nepal que trabalhavam na ONU como guardas, enquanto os demais seriam diplomatas estrangeiros. Mais cedo, o porta-voz da polícia de Mazar-I-Sharif afirmou que havia talibãs infiltrados no protesto.

Queima do Corão

O ataque ao escritório da entidade aconteceu durante protestos contra o pastor evangélico norte-americano Terry Jones, que queimou um exemplar do Corão em Gainesville, na Flórida. O religioso celebrou um "julgamento" e considerou o livro sagrado dos muçulmanos "culpado" de vários delitos, entre eles, assassinato. Em seguida, executou a condenação: colocou fogo no exemplar.

Com informações da AFP

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