As últimas pesquisas dão uma sólida vantagem a Obama à medida que as eleições presidenciais de 6 de novembro se aproximam, principalmente nos estados cruciais, que podem pender a balança a seu favor para conseguir um segundo mandato. Especialistas, no entanto, dizem que o impulso do presidente pode ser interrompido se os protestos que proliferam dos países árabes continuarem gerando mortes de norte-americanos.
De acordo com os analistas, Obama não cometeu erros de gestão desde a morte na terça-feira de quatro funcionários norte-americanos – incluindo o embaixador na Líbia, Chris Stevens – durante o ataque à missão diplomática em Benghazi em reação a um filme anti-islâmico, o que teria minado suas promessas eleitorais de garantir a segurança nacional frente às críticas de Romney.
O presidente gozava de uma vantagem de 10 pontos frente a seu rival em uma sondagem da CBS/The New York Times em termos de política externa antes de o estouro da crise no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, a equipe de campanha de Obama prefere defender a imagem do presidente na área da segurança nacional do que no campo econômico, que tem dominado as manchetes dos jornais nos últimos meses.
Primeiro debate será daqui a três semanas
A oito semanas da votação e a três do primeiro debate presidencial, Obama conseguiu fazer uma efetiva campanha nos estados cruciais de Nevada, Colorado, Ohio, Flórida, Wisconsin e Virgínia, que se reflete nos resultados obtidos nas pesquisas.A pesquisa de sábado da Gallup concedeu a Obama 49% das intenções de voto, frente a 45% de Romney, enquanto que a RealClearPolitics deu uma vantagem de três pontos percentuais ao democrata.
Em outra sondagem, do The Wall Street Journal/NBC/Marist College, Obama está à frente na Flórida, Ohio e Virgínia.
Caso se confirmem os dados das estatísticas no dia das presidenciais, Obama será reeleito com razoável vantagem. Contudo, apesar de o democrata também liderar as pesquisas sobre a gestão da economia, analistas consideram que dados catastróficos do emprego em outubro aumentariam a pressão sobre Obama.