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Obama decreta estado de emergência em Nova Iorque e Washington

Furacão Sandy deve provocar ventos de até 250 km/h

No distrito de Jericho, em Nova Iorque, placa aviso deixa claro proximidade do Furacão Sandy
No distrito de Jericho, em Nova Iorque, placa aviso deixa claro proximidade do Furacão Sandy Foto : Bruce Bennet / AFP / CP
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, decretou estado de emergência em Washington, na Columbia, em Nova Iorque e Massachusetts, além de Maryland, como medida de precaução à chegada do Furacão Sandy, prevista para esta segunda-feira. A previsão é que a tempestade provoque ventos até 250 quilômetros por hora.

O Centro Nacional de Furacões (NHC) estima que o Sandy atinja as regiões da Virgínia, Pensilvânia e de Nova Iorque até terça-feira. Na madrugada de hoje, o furacão estava localizado a cerca de 320 quilômetros da Carolina do Norte.

Obama determinou ao administrador de Emergência Federal (Fema) que se prepare para salvar vidas, proteger a propriedade e a saúde pública, assim como buscar a redução de desastres em Maryland, especialmente na cidade de Baltimore.

Pelas análises dos especialistas, a maioria dos danos deve gerar árvores caídas, desabamentos e interrupção do fornecimento de energia elétrica.

ONU cancela reunião


O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), cuja sede fica em Nova Iorque, cancelou as reuniões marcadas para esta segunda-feira com representantes da América Latina devido à passagem do Furacão Sandy. A estimativa é que tempestade ameace cerca de 50 milhões de pessoas na região mais populosa dos Estados Unidos, em um raio de 1,3 mil quilômetros que vai da Costa Leste à região dos Grandes Lagos.

"A sede da ONU estará fechada nesta segunda-feira devido à ameaça da tempestade”, disse o porta-voz adjunto da ONU, Eduardo del Buey. Na reunião de hoje, no Conselho de Segurança da ONU, a discussão prevista era sobre a situação das mulheres nos conflitos.

A previsão era que o presidente da Guatemala, Otto Perez, comandasse a reunião do Conselho de Segurança, com a participação do presidente da Bolívia, Evo Morales, e da ministra dos Direitos Humanos da França, Najat Vallaud-Belkacem.

Morales queria aproveitar a visita à ONU para lançar uma campanha de promoção da quinoa, um cereal rico em proteínas, e defender o combate à fome no mundo.

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