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Obama defende ações militares na Líbia em carta ao Congresso dos EUA

Presidente garantiu que participação de forças americanas será limitada em sua duração e natureza

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, enviou carta ao Congresso americano defendendo os ataques militares à Líbia. O presidente, que passou pelo Brasil e faz viagem de cinco dias pela América Latina, é alvo de críticas do Partido Republicano, por autorizar ataques da Força Aérea e Marinha dos EUA, como parte dos esforços da coalizão formada com países como França e Alemanha, contra o regime de Muanmar Kadhafi.

Conforme os republicanos, o papel dos americanos não está claramente definido e o Congresso ficou de fora do processo de deliberação das ações. Obama escreveu que os "ataques serão limitados em sua natureza, duração e escopo". Na carta, Obama defendeu a decisão, que  levou à destruição de estruturas de controle e sistemas de defesa aérea da Líbia. Kadhafi, segundo Obama, teve amplas oportunidades de instituir um cessar-fogo e parar de matar seus civis, mas não atendeu aos apelos do mundo todo.

O presidente da Câmara de Representantes, o republicano John Boehmer, declarou que os EUA "têm a obrigação moral de apoiar aqueles que buscam se libertar da opressão". Mas, acrescentou que  "o governo tem a responsabilidade de definir para o povo americano, o Congresso e nossas tropas qual é a missão na Líbia e explicar qual é o papel da América na execução desta missão, além de tornar claro como a mesma será atingida".

Obama reiterou que não vai empregar tropas terrestres na Líbia e trabalhará sempre em conjunto com outros países. "Os contínuos ataques e ameaças de Kadhafi contra civis e áreas povoadas por civis causam grande preocupação nas nações árabes vizinhas e constituem uma ameaça à região e à segurança e à paz internacionais", frisou.


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