O discurso "State of the Union" do presidente Barack Obama, que inaugura as atividades parlamentares dos Estados Unidos, adotou um tom progressista para a classe média e desafiador aos republicanos. Em longo discurso, o governante norte-americano destacou crescimento econômico e conquistas diplomáticas que, ao mesmo tempo, tiraram o país da crise e tornaram "a América um lugar mais seguro".
"Emergimos da recessão mais livres do que qualquer outra nação da Terra para escrever nosso futuro", enfatizou Obama, antes de alfinetar o bloqueio republicano de seus projetos de redistribuição de renda. "Vamos aceitar uma economia que permite a apenas alguns de nós se dar espetacularmente bem? Ou vamos nos comprometer com uma economia que gera mais renda e oportunidades para todos que se esforçam?"
Sob ondas de aplausos efusivos, o presidente foi incisivo, alternando conquistas e propostas de governo que tem tentado emplacar no Congresso. Alguns políticos e veículos de imprensa chegaram a classificar o discurso de um "arroubo de populismo econômico". Obama prosseguiu, salientando o projeto de criar novas oportunidades de crédito educativa e, ainda, de formação educacional e acadêmica gratuitas para os que precisam.
Obama seguiu o discurso que pretende incluir políticas para taxar as grandes fortunas e instituições de grande porte para financiar políticas expansivas nas classes mais baixas. "A economia de classe média funciona", destacou, antes de alfinetar novamente os adversários no parlamento. "Vão continuar funcionando enquanto a política não se intrometer no caminho", rebateu.
Deixando de lado a expectativa de republicanos de que faria algum compromisso para encontrar um meio termo, Obama lançou o debate de suas propostas mais polêmicas, incluindo a diplomacia com Cuba e Irã. "Se estamos fazendo algo há 50 anos e não funciona, está na hora de mudar", avaliou.
Obama desafia republicanos em discurso para a classe média
Presidente dos EUA pregou medidas para taxar grandes fortunas e redistribuir renda