"Os habitantes da Líbia têm, a partir de agora, a chance de determinar seu próprio destino em uma nação nova e democrática", declarou Obama na Casa Branca. "Para a região, os eventos de hoje provam mais uma vez que os regimes de mão-de-ferro sempre acabam", alertou o presidente americano. "Em todo o mundo árabe, cidadãos se levantaram para exigir seus direitos. Os jovens rejeitam com força a ditadura. E esses dirigentes que tentam recusar sua dignidade não conseguirão fazer isso", frisou Obama.
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) também se manifestou sobre o fim da história de Kadhafi na Líbia. O secretário-geral da entidade, Anders Fogh Rasmussen, destacou que uma nove era deve começar.
"Após 42 anos, o reino do medo do coronel Kadhafi chegou ao fim", declarou. "A Líbia pode dar um ponto final em um longo e sombrio capítulo de sua história, e virar a página", acrescentou o secretário-geral. Rasmussen fez um apelo para que "todos os líbios deixem de lado suas diferenças e trabalhem juntos para construir um futuro melhor".
Ele ressaltou que o CNT deve evitar qualquer represália contra civis e ser moderado no tratamento às forças pró-Kadhafi derrotadas. "A Otan e seus parceiros concluíram com êxito o mandato histórico confiado pelas Nações Unidas para proteger o povo líbio", avaliou Rasmussen.