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Obama deve explicar pessoalmente espionagem à Dilma

Presidente americano ficou ao lado da brasileira na reunião do G20

Cúpula do G20 se reuniu nesta quinta-feira em São Petersburgo
Cúpula do G20 se reuniu nesta quinta-feira em São Petersburgo Foto : Roberto Stuckert Filho / PR / CP
O vice-assessor de Segurança para Comunicações Estratégicas da Presidência dos Estados Unidos, Ben Rhodes, informou nesta quinta-feira que o presidente Barack Obama deverá explicar pessoalmente à presidente Dilma Rousseff "a natureza dos esforços de inteligência do governo americano", após denúncias de que conversas da chefe do governo brasileiro teriam sido espionadas pela Agência Nacional de Segurança (NSA) americana.

No último fim de semana, foi denunciada a existência de documentos secretos vazados por Edward Snowden, ex-funcionário de uma empresa terceirizada que prestava serviços para a NSA. O material indica que a NSA monitorou conversas de Dilma com seus assessores.

Agora, Obama deverá aproveitar a cúpula do G20, na Rússia, para se encontrar com Dilma e explicar melhor o caso, disse Ben Rhodes. "A relação com o Brasil é muito importante (para os EUA), não apenas nas Américas, mas no mundo", ressaltou Rhodes. "Entendemos o quanto isso (a questão de espionagem) é importante para os brasileiros. O que estamos fazendo neste caso, como fizemos desde que as revelações sobre a NSA vieram à tona, é olhar amplamente as alegações e os fatos", acrescentou o assessor da Casa Branca.

O assessor da Casa Branca informou que são coletados dados de inteligência sobre praticamente todos os países do mundo. "Se há preocupações que possamos esclarecer, faremos isso." As revelações de espionagem causaram mal-estar na relação bilateral e colocaram em dúvida a visita de Estado que Dilma deve fazer aos Estados Unidos em outubro.

Hoje, o Palácio do Planalto confirmou o cancelamento da ida aos Estados Unidos, neste sábado, de uma equipe brasileira que faria os preparativos da viagem oficial da presidenta. O governo não confirma se a equipe agendará nova data para a viagem. Na última segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, considerou o episódio "uma inadmissível e inaceitável violação da soberania brasileira". O chanceler pediu "explicações formais por escrito", ainda que adotando cautela quanto a eventuais retaliações brasileiras.

A assessoria do vice-presidente americano, Joe Biden, disse que os Estados Unidos "continuarão a trabalhar com as autoridades brasileiras" para explicar as denúncias de espionagem e acrescentou que "o convite para a visita de Estado da presidente Dilma Rousseff reflete o interesse do país em aprofundar este relacionamento".

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