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Obama diz que começaram discussões sobre transição no Egito

Presidente americano voltou a condenar violência contra manifestantes

Presidente americano voltou a condenar violência contra manifestantes no Egito
Presidente americano voltou a condenar violência contra manifestantes no Egito Foto : Saul Loeb / AFP / CP
O presidente americano, Barack Obama, afirmou nesta sexta-feira que começaram "algumas discussões" sobre os detalhes da transição política no Egito. Obama reiterou que a violência contra os manifestantes é "inaceitável". "Creio que o presidente Mubarak se preocupa com seu país. Ele é orgulhoso, mas é também um patriota", acrescentou.

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Para Obama, Hosni Mubarak deveria "ouvir" os manifestantes e os pedidos de demissão imediata, embora não tenha insistido de forma explícita a que renuncie agora. "Ele tem que ouvir as pessoas e escolher o caminho a ser seguido, de maneira ordenada, significativa e séria."

Washington condena posição do Irã

Também nesta sexta, a Casa Branca condenou o apelo feito pelo Irã a uma revolução islâmica no Egito. "É impressionante que o Irã faça ouvir sua voz, tendo em vista a forma com que agiu quando seu povo tentava exercer os mesmos direitos reivindicados pela população egípcia no Cairo", declarou o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.

Mais cedo, o guia supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, pediu aos egípcios que prosseguissem a mobilização contra o presidente Hosni Mubarak, para a instauração, no país, de um "regime popular baseado na religião" islâmica. Seria inspirado no estabelecido no Irã, em 1979.

Gibbs referiu-se aos protestos em massa no Irã depois da reeleição, questionada pela oposição, do presidente Mahmud Ahmadinejad, em junho de 2009. Teerã apoiou a revolta no Egito e advertiu Washington a não "interferir" no que considera um movimento do povo.


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