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Obama diz que programa de vigilância não investiga europeus

Presidente dos EUA voltou a defender monitoramento dos cidadãos para prevenir ações terroristas

Obama defende a vigilância mundial das comunicações telefônicas e pela internet
Obama defende a vigilância mundial das comunicações telefônicas e pela internet Foto : Jewel Samad / AFP / CP
Em visita a Alemanha nesta quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos Barack Obama reforçou que o objetivo do esquema de espionagem eletrônica dos americanos não é investigar as correspondências dos cidadãos europeus. O democrata voltou a defender o programa de vigilância eletrônica dos serviços de inteligência dos Estados Unidos após uma série de polêmicas.

O esquema de vigilância mundial das comunicações telefônicas e pela internet da Agência de Segurança Nacional (NSA) foi criticado na Alemanha e em outros países europeus.

No início desta semana, uma pesquisa divulgada pela CNN apontou queda na popularidade de americano Barack Obama. Foram oito pontos a menos que o registrado no mês anterior. A polêmica que dá conta que o governo mericano tem recolhido dados de telefone, internet e outros registros dos cidadãos para monitorar eventuais ações terroristas teria pesado na pesquisa.

Síria  e Afeganistão

Obama falou também, em entrevista coletiva em Berlim, sobre a relação entre Estados Unidos e Síria. Ele se negou a explicar a índole da ajuda americana prometida aos rebeldes, depois que os dirigentes americanos deram a entender que se poderá acertar o fornecimento de armas ilegais. "Não posso e não vou comentar os detalhes de nossos programas relacionados com a oposição síria", declarou ao lado da chanceler alemã, Angela Merkel.

O presidente americano também declarou que espera que o processo de reconciliação no Afeganistão continue, apesar da reação de Cabul aos contatos diretos entre Washington e os islamitas talibãs anunciados na véspera. "Espero que o processo continue, apesar dos desafios", afirmou.

Horas antes, o governo afegão suspendeu as negociações de acordo bilateral de segurança com os Estados Unidos, em sinal de descontentamento pelo anúncio dos contatos diretos entre Washington e os talibãs.

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