"Há dez anos, em resposta aos atentados de 11 de setembro, nosso país entrou em guerra contra a Al-Qaeda e seus protetores talibãs no Afeganistão", disse Obama em um comunicado, lembrando que o conflito custou a vida de "cerca de 1,8 mil patriotas" americanos. "Depois de uma década difícil, estamos pondo um fim de forma responsável às guerras de hoje (no Afeganistão e no Iraque), em uma posição de força", continuou o presidente.
Obama declarou também que os Estados Unidos estão mais perto "do que nunca de vencer a Al-Qaeda e sua rede mortal", após a eliminação de seu líder, Osama bin Laden, por um comando americano no Paquistão, no começo de maio. "Apesar das enormes dificuldades que persistem no Afeganistão, expulsamos os talibãs de seus principais redutos, as forças de segurança afegãs se fortalecem e os afegãos têm novas oportunidades para definir seu futuro."
Mais cedo, o presidente afegão, Hamid Karzai, havia reconhecido durante entrevista coletiva com a BBC que seu governo e seus aliados da Otan haviam "fracassado" quanto a dar segurança ao seu povo durante estes dez anos. "Devemos procurar dar aos cidadãos afegãos um melhor ambiente de segurança, pois neste ponto a comunidade internacional e o governo afegão, sem sombra de dúvida, fracassaram", analisou Karzai.
Guerra começou menos de um mês depois do 11/9
Em 7 de outubro de 2001, menos de um mês após os atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos, a aviação americana começou a bombardear o Afeganistão após a recusa do regime talibã de entregar o líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden. Algumas semanas bastaram à coalizão ocidental para depor os talibãs. No entanto, os Estados Unidos, motor da força da Otan, logo após ocupados com a invasão do Iraque, deixaram que os talibãs, refugiados sobretudo no vizinho Paquistão, se reagrupassem.
A Otan, que tem previsto retirar suas tropas de combate do país até o fim de 2014, continua procurando uma saída honrada para este conflito que, segundo a universidade americana de Brown, deixou 34 mil mortos e no qual só os Estados Unidos gastaram pelo menos 444 bilhões de dólares. Nenhum ato especial estava previsto esta sexta-feira para marcar o aniversário.