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Obama faz visita surpresa a igreja de exilados cubanos em Miami

Presidente buscou aproximação com cubano-americanos em meio à retomada diplomática dos países

Obama faz visita surpresa a igreja de exilados cubanos em Miami
Obama faz visita surpresa a igreja de exilados cubanos em Miami Foto : AFP/CP
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez uma visita surpresa, nesta quinta-feira, à igreja Ermita da Caridade, frequentada pelos exilados cubanos em Miami. Foi mais uma ação considerada diplomática em meio à histórica aproximação entre Washington e Havana após meio século sem relações consulares.

A visita do presidente, que estava em Miami para conhecer o Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês), foi um gesto à comunidade cubano-americana, afirmou a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional (NSC, em inglês), Bernadette Meehan. Obama "visita a Ermita da Caridade, em Miami, para oferecer seus respeitos à diáspora cubano-americana que vai rezar ali", explicou.

O presidente "honrará os sacrifícios feitos pelos cubano-americanos em busca da liberdade e da oportunidade, assim como suas extraordinárias contribuições para o nosso país", destacou a porta-voz. A visita de Obama durou por volta de dez minutos. Ele esteve acompanhado do padre da paróquia, Juan Rumín Domínguez, que o guiou.

Ao entrar, Obama cumprimentou os presentes com um "Hola" e, em seguida, contemplou o altar e um mural com Cristóvão Colombo, o herói cubano José Martí e a Virgem da Caridade com Jesus nos braços. A visita também representou um aceno para a Igreja católica, que, por intermédio do Papa Francisco, teve uma participação ativa no processo que levou ao anúncio de aproximação entre Havana e Washington. O sumo pontífice visita a Casa Branca em setembro deste ano.

A menos de 400 quilômetros de Havana, Miami é o tradicional enclave da comunidade cubana nos Estados Unidos. Na cidade vivem cerca de metade dos dois milhões de cubanos residentes no país. Anunciada em dezembro passado, a aproximação entre Cuba e os Estados Unidos é um tema delicado, embora pesquisas mostrem que a maioria favorece contatos mais estreitos entre os outrora rivais.

Enquanto as primeiras gerações de exilados têm posições mais duras e antagônicas, aqueles que chegaram aos EUA mais recentemente costumam manter laços com a Ilha e são favoráveis a um maior contato bilateral. Frontalmente opostos a restabelecer relações com Cuba, grupos anticastristas anunciaram recentemente que farão, nas próximas semanas, protestos para mostrar sua insatisfação com a nova política dos EUA em relação à Ilha.