"Putin e eu temos grandes divergências em um amplo leque de problemas. Mas posso dizê-los: Trabalhamos juntos em importantes assuntos", por exemplo em matéria de combate ao terrorismo, ressaltou o presidente. "Não estamos na guerra fria. Não existe competição entre Estados Unidos e Rússia", acrescentou Obama, destacando que as relações bilaterais sempre foram marcadas pela doutrina do ex-presidente Ronald Reagan: "Confiança, mas vigilância", lembrou.
"Tudo isto é visto a partir do prisma da oposição russos-americanos. Mas não se trata disso. Trata-se de garantir que as piores armas não fiquem nas mãos de um regime mortífero ou de alguns membros da oposição, que se opõem tanto aos Estados Unidos como a Assad", acrescentou.
A entrevista concedida à ABC foi gravada antes do anúncio do acordo entre Washington e Moscou sobre o desmantelamento do arsenal químico da Síria. O acordo, divulgado no sábado pelos chefes da diplomacia de ambos os países, John Kerry e Serguei Lavrov, obriga Damasco a apresentar no prazo de uma semana uma lista de suas armas químicas, que devem ser destruídas antes do fim do primeiro semestre de 2014.
Irã
Obama disse que trocou cartas com o presidente do Irã, Hassan Rohani, "trocaram cartas". "Sim, já falei. E ele me procurou de volta. Mas não nos falamos diretamente", disse Obama. Perguntado se o contato foi feito por cartas, Obama respondeu que "sim".
O presidente foi cuidadoso ao fazer uma distinção entre o comportamento dos Estados Unidos com a Síria – cuja ofensiva militar foi colocada em espera para tentar negociar com a Rússia – e a abordagem do país com relação ao programa nuclear do Irã. "Eu acredito que o que os iranianos entendem é que (a questão nuclear) é um assunto muito maior para nós do que a questão das armas químicas", afirmou Obama.