"Continuaremos esperando que o valor da divisa da China seja crescentemente dirigido pelo mercado para assegurar que nenhuma nação tenha uma vantagem econômica indevida", analisou o presidente dos EUA. Os Estados Unidos reclamam há algum tempo que o iuane é artificialmente subvalorizado para estimular as exportações chinesas, ao custo do crescimento e dos empregos americanos.
Hu Jintao, por sua vez, afirmou que desde que Obama assumiu o poder nos Estados Unidos, a "cooperação em vários terrenos teve frutíferos resultados e nossas relações conseguiram novos progressos".
No começo do mês, antes da visita histórica do presidente chinês aos Estados Unidos, o Banco Central da China prometeu aumentar a flexibilidade da taxa de câmbio do iuane. Além de economia, Obama também utilizou a coletiva para firmar um acordo de política internacional para a China: ele disse que Washington e Pequim querem que a Coreia do Norte evite "futuras provocações". "Saudamos uma redução da tensão na península coreana", disse o presidente americano. "Estamos de acordo em dizer que acreditamos que o objetivo primordial deve ser o desarmamento nuclear total da península", relatou.
A China é considerada a única potência com influência sobre o regime norte-coreano, que no fim de novembro bombardeou uma ilha na Coreia do Sul. Obama também pediu a Hu Jintao que Pequim dialogue com o líder espiritual dos tibetanos, o Dalai Lama. "Como os Estados Unidos reconhecem o Tibete como parte da República Popular da China, também sugerimos o diálogo entre a China e o Dalai Lama para resolver diferenças na preservação da identidade religiosa do povo tibetano", ponderou.
Antes da coletiva, ao receber o colega chinês na Casa Branca, Obama tocou em outro tema espinhoso entre os dois países, ao pedir a Hu Jintao que apoie os direitos humanos em seu país, afirmando que isto pode se tornar uma chave para o sucesso futuro da China. "A História mostra que sociedades são mais harmoniosas, nações são mais bem sucedidas e o mundo é mais justo quando os direitos e responsabilidades de todas as nações e todas as pessoas são respeitados, inclusive os direitos universais de todos os seres humanos", avaliou OBama.
Ele reconheceu, porém, que Pequim e Washington têm opiniões diferentes no campo das liberdades e dos direitos humanos. "A China tem um sistema político diferente do nosso. A China está em um estágio de desenvolvimento diferente do nosso", afirmou. "Viemos de culturas muito diferentes e com histórias muito diferentes", emendou. Ele acrescentou que tem sido "muito sincero" com Hu Jintao durante suas conversas sobre questões como liberdade de discurso, religião e reunião, admitindo "ocasionalmente são uma fonte de tensão entre os nossos governos".