Para obter essa informação, "o presidente ordenou aos serviços de inteligência que reúnam o mais rápido possível informações adicionais sobre as denúncias", acrescentou. Os Estados Unidos não têm equipes oficiais na Síria, lembrou a porta-voz, mas pode "coletar informação, graças a testemunhos no terreno, reunir inteligência, informes públicos, dados científicos".
A comunidade internacional reivindicou que os especialistas da ONU presentes na Síria corroborem as acusações da oposição sobre o uso de armas químicas em um ataque na quarta-feira, o que Damasco nega. Um grupo da oposição denunciou mais de 1,3 mil mortes, mas o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) contabilizou 170 e não pôde confirmar a utilização de armas químicas.
"Estamos concentrados cada minuto de cada dia desde esses acontecimentos de quarta a fazer tudo o que estiver ao nosso poder para estabelecer os fatos", frisou Psaki. "Se os informes estiverem certos, será uma escandalosa e flagrante escalada do uso de armas químicas", completou.
Nesta quinta, a Casa Branca esteve sob pressão para responder com firmeza, após o suposto ataque. As fotos de cadáveres de crianças, divulgadas pela oposição síria, estavam nas capas dos três maiores jornais americanos "The New York Times", "The Washington Post" e "The Wall Street Journal".
O senador republicano John McCain, que foi candidato nas eleições de 2008 contra Obama, acusou o governo democrata de se manter passivo frente à guerra civil. "Há um ano, o presidente disse que o uso de armas químicas na Síria marcaria a ultrapassagem de uma linha vermelha", escreveu McCain em um comunicado, referindo-se ao limite estabelecido por Obama em 20 de agosto de 2012.
"Mas, como essas ameaças não tiveram nenhuma consequência verdadeira, não tiveram eco", acrescentou o senador. "A matança continua. (Bashar) Al-Assad se mantém no poder e continua, ao que parece, usando armas químicas contra civis", frisou.