"A legislação é uma vitória significativa para as famílias de classe média de todo o país. Eles são os mais duramente atingidos pela recessão que enfrentamos. São eles que precisam de ajuda agora", disse Obama. O presidente argumentou que o pacote pode ajudar a acelerar o lento crescimento econômico depois da pior recessão em décadas, e acrescentou que também pode ser o prenúncio de um período de cooperação interpartidária, quando os republicanos assumirem o controle da Câmara dos Representantes em janeiro, após os resultados das eleições de meio de mandato realizadas no mês passado.
"O produto final prova que, quando colocamos de lado o partidarismo e os jogos políticos, quando deixamos de lado o que é bom para alguns em favor do que é bom para todos nós, podemos fazer muita coisa", disse ele.
O compromisso prorroga por dois anos as isenções fiscais adotadas em 2001 e 2003, sob a presidência de George W. Bush, e que expiravam em 31 de dezembro. No total, este acordo representará um custo de 858 bilhões de dólares em 10 anos, de acordo com o Escritório de Orçamentos do Congresso (CBO).
Inicialmente, Obama queria prorrogar a isenção de impostos só para a classe média, ou seja, aqueles que ganham menos que 250 mil dólares ao ano, mas concordou em mantê-la também para os ricos em troca de uma prorrogação de 13 meses dos subídios ampliados para os desempregados. O presidente americano transformou em prioriedade a aprovação deste acordo, após a derrota eleitoral para os republicanos nas legislativas de 2 de novembro.
Na quarta-feira, após a aprovação no Senado, Obama instou aos democratas da Casa hostis que aprovassem o projeto, o que acabaram fazendo. A aprovação do pacote fiscal deu esperanças à Casa Branca, que busca o aval republicano em outros projetos, como a anulação da lei que obriga os soldados homossexuais a omitirem sua orientação sexual ou a ratificação do novo tratado START para o desarmamento nuclear com a Rússia.