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Obama reúne comitê de crise contra maré negra

Cerca de 13 milhões de litros de óleo já vazaram no Golfo do México

Imagem da Nasa mostra mancha de óleo na cor cinza
Imagem da Nasa mostra mancha de óleo na cor cinza Foto : Nasa Earth Observatory / AFP / CP
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reuniu nesta segunda-feira um comitê de crise, na Casa Branca, para analisar soluções visando a deter o vazamento de petróleo no Golfo do México. Cerca de 13 milhões de litros de óleo já vazaram no oceano.

Obama discutiu a situação com seus secretários da Defesa, Segurança Interna, Energia e Interior, e com o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas.

"Enquanto avaliamos as diferentes opções para deter o vazamento, o presidente deu duas orientações a sua equipe: sobre a importância de se consultar especialistas independentes, cientistas e técnicos; e que todos os pontos de vista devem ser considerados na identificação de soluções", destacou a Casa Branca.

No mesmo sentido, Obama pediu ao seu secretário de Energia, Steven Chu, que se encontre com os dirigentes da British Petroleum (BP) "para exigir soluções" à crise. "Como o presidente já disse claramente, a BP pagará todos os custos para conter o vazamento e limpar esta poluição; e vamos agir para receber a reparação integral pelo prejuízo".

A British Petroleum reiniciou nesta segunda-feira as operações com dispersantes no Golfo do México para tentar minimizar os efeitos do derramamento de petróleo, apesar dos riscos para o meio ambiente do uso destes produtos químicos.

A expectativa é a de que o dispersante quebre a composição do óleo e que, com o passar do tempo, a mancha flutuante se dilua em partículas menores, biodegradáveis, em vez de permanecer densa, espessa, sufocando a vida selvagem e a vegetação.

O diretor executivo da BP, Tony Howard, informou que planeja baixar, "nas próximas 72 horas", uma espécie de caixa de contenção menor que a tampa gigante, para atuar como uma "rolha" no ponto de vazamento de óleo. A empresa já gastou US$ 350 milhões para tentar conter o vazamento.

A catástrofe ecológica começou quando a plataforma Deepwater Horizon, administrada pela BP, naufragou no dia 22 de abril passado, dois dias depois de uma explosão que matou 11 pessoas. A tubulação que era conectada à plataforma a partir da cabeça do poço está fraturada no fundo do oceano, a mais de uma milha da superfície, lançando petróleo a um ritmo de 5 mil barris, ou 800 mil litros, por dia.