Os comentários do presidente foram feitos após uma reunião realizada nessa sexta-feira com os líderes do Congresso. Obama disse que republicanos e democratas trabalhariam todo o fim de semana para evitar, antes de 1° de janeiro, o aumento automático de impostos de 500 bilhões de dólares e cortes nos gastos públicos, o que é conhecido como "abismo fiscal".
Obama, que foi reeleito para um segundo mandato de quatro anos em novembro, busca elevar os impostos das pessoas de maior renda e eximir de aumentos a classe média. Os republicanos exigem, em troca, cortes consideráveis nos gastos públicos. Caso não haja acordo até segunda-feira, na terça as isenções fiscais para a maioria dos contribuintes, adotadas durante a presidência de George W. Bush, expirarão e, além disso, entrarão em vigor drásticos cortes no gasto público.
Depois do encontro na Casa Branca, os líderes da maioria democrata no Senado, Harry Reid, e da minoria republicana, Mitch McConnell, devem coordenar as negociações para tentar um acordo nas duas câmaras do Congresso até o dia 31. O eventual consenso deverá ser submetido em seguida à votação na Câmara de Representantes, onde não está claro se os republicanos, majoritários, facilitarão sua aprovação.
Obama advertiu que, sem um acordo, pedirá ao Senado que se pronuncie sobre um pacote de medidas para proteger a classe média do aumento de impostos, ampliar o seguro-desemprego aos americanos que procuram trabalho e, segundo suas palavras, "estabelecer as bases para progressos futuros no crescimento da economia e redução do déficit". "Acredito que uma proposta como esta pode receber a aprovação das duas câmaras, que têm maioria dos dois partidos", disse o presidente. "Se também decidirem rejeitá-la e permitir que a classe média seja afetada por um aumento de impostos, é sua prerrogativa. Mas deveriam permitir que todos votem", concluiu.