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Obama telefonou ao primeiro ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, de Israel, Binyamin Netanyahu, ao rei Abdullah, da Arábia Saudita, e ao primeiro--ministro David Cameron, do Reino Unido. Ele pediu moderação ao regime de Mubarak e apelou para que os direitos de reunião e liberdade de expressão sejam respeitados.
Pouco antes, em entrevista à rede CBS, um dos líderes da oposição egípcia, o Prêmio Nobel da Paz Mohammed ElBaradei cobrou uma postura mais firme de Obama. "É melhor ele não mostrar que será o último a dizer ao presidente Mubarak que chegou a hora de sair", afirmou. ElBaradei desafiou o toque de recolher imposto por Mubarak e se juntou à multidão que se concentrava no centro do Cairo, neste domingo, onde discursou, pedindo o fim do regime.
O governo egípcio ampliou neste domingo o toque de recolher no país, que nos próximos dias irá oficialmente vigorar das 15h até às 8h. As autoridades egípcias também ordenaram que a polícia antimotins volte a atuar em todo o país, depois de dois dias nos quais esteve virtualmente ausente. inspirado na chamada "Revolução de Jasmim", que derrubou o governo da Tunísia na última semana, os egípcios estão há seis dias nas ruas, pedindo a saída de Mubarak do poder.
Mais de 100 pessoas morreram, vítimas da repressão do regime.