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Obama se afasta de aliado Mubarak e pede troca no Egito

Governo egípcio amplia toque de recolher e ordena que polícia volte a reprimir protestos

Governo egípcio amplia toque de recolher e ordena que polícia volte a reprimir protestos
Governo egípcio amplia toque de recolher e ordena que polícia volte a reprimir protestos Foto : Mohammed Abed / AFP / CP
Em meio aos protestos no Egito que pedem o fim do governo de Hosni Mubarak, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse neste domingo que apoia uma transição de poder pacífica no país. Aliado histórico do Egito, os Estados Unidos vinham sendo criticados por não adotarem uma postura mais firme diante da crise. Segundo nota divulgada pela Casa Branca, os EUA apoiam "uma transição ordeira para um governo que responda às aspirações do povo egípcio". As informações são do site R7.

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Obama telefonou ao primeiro ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, de Israel, Binyamin Netanyahu, ao rei Abdullah, da Arábia Saudita, e ao primeiro--ministro David Cameron, do Reino Unido. Ele pediu moderação ao regime de Mubarak e apelou para que os direitos de reunião e liberdade de expressão sejam respeitados.

Pouco antes, em entrevista à rede CBS, um dos líderes da oposição egípcia, o Prêmio Nobel da Paz Mohammed ElBaradei cobrou uma postura mais firme de Obama. "É melhor ele não mostrar que será o último a dizer ao presidente Mubarak que chegou a hora de sair", afirmou. ElBaradei desafiou o toque de recolher imposto por Mubarak e se juntou à multidão que se concentrava no centro do Cairo, neste domingo, onde discursou, pedindo o fim do regime.

O governo egípcio ampliou neste domingo o toque de recolher no país, que nos próximos dias irá oficialmente vigorar das 15h até às 8h. As autoridades egípcias também ordenaram que a polícia antimotins volte a atuar em todo o país, depois de dois dias nos quais esteve virtualmente ausente. inspirado na chamada "Revolução de Jasmim", que derrubou o governo da Tunísia na última semana, os egípcios estão há seis dias nas ruas, pedindo a saída de Mubarak do poder.

Mais de 100 pessoas morreram, vítimas da repressão do regime.

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