Obama defendeu mais impostos para quem ganha acima de 250 mil dólares por ano e desafiou os republicanos a baixar o déficit mesmo reduzindo impostos para os mais ricos: "Eu me recuso a concordar com isso, me recuso a pedir às famílias de classe média que paguem mais impostos, aos estudantes que paguem mais pela faculdade para reduzir impostos dos mais ricos. Eu cortei impostos para os que precisavam, famílias de classe média, pequenas empresas".
O presidente lembrou que seu avô lutou na guerra enquanto sua avó trabalhava em uma fábrica em um país no qual "todos sabiam fazer parte disto", onde todos tinham uma "chance justa e agiam pelas mesmas regras". "Me candidatei porque vi esta proposta desandar, quando os empregos começaram a sair do país, quando o castelo de cartas das hipotecas imobiliárias desabou", disse.
"Os republicanos criticam mas não dizem como consertar isso, porque tudo o que têm a oferecer é a mesma receita há 30 anos", afirmou Obama. Após criticar a "terceirização" da indústria americana, o presidente prometeu que as fábricas e os empregos vão retornar aos Estados Unidos, mas não porque os trabalhadores ganham menos, e sim porque trabalham melhor.
O presidente também convocou o povo americano para uma cruzada pela educação: "Quero que me ajudem a contratar 100 mil (novos) professores", reformar escolas, aumentar a capacidade e a formação do trabalhador". Obama acusou Romney de ignorar as questões internacionais: "Como pode estar pronto para a diplomacia com Pequim se não consegue ir aos Jogos Olímpicos sem insultar nosso melhor aliado", disse sobre a Grã-Bretanha.
O candidato dedicou parte do discurso para lembrar a morte do líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, o fim da guerra no Iraque e sua promessa de acabar com o conflito no Afeganistão. "Em um mundo de novas ameaças e novos desafios vocês podem escolher uma liderança que foi testada e venceu. Abortamos o ímpeto dos talibãs no Afeganistão e em 2014 nossa mais longa guerra terá terminado", prometeu.