"Continuo a acreditar que temos que fechar Guantanamo. Penso que é essencial para nós perceber que Guantanamo não é necessária para manter a América segura", disse o presidente. Obama argumentou que a prisão "é cara, é ineficaz" e prejudica a reputação internacional dos Estados Unidos, afetando a colaboração com os seus aliados nos esforços contra o terrorismo e agindo como "ferramenta de recrutamento para extremistas".
Uma greve de fome que se espalhou por 100 presos voltou a pôr a prisão de Guantanamo debaixo de escrutínio, com os detentos protestando contra a sua detenção sem acusação formal ou julgamento. Dos 166 detidos na base naval localizada no sudeste de Cuba, 100 estão em greve de fome, segundo a última contagem feita pelas autoridades militares. Desses, 21 são alimentados à força por tubos nasais.
O presidente Obama, que em 2008 prometeu fechar a prisão criada pelo seu antecessor, George W. Bush, defende que os combatentes inimigos devem ser acusados em tribunais civis e o repatriamento dos que forem absolvidos. "Vou voltar a defender perante o Congresso que isso [Guantanamo] não é do interesse do povo americano e não é sustentável".