O plano, inicialmente destinado a Egito e Tunísia, quer incitar outros países do Oriente Médio e do norte da África, palco
de revoltas populares desde o início do ano, a empreender reformas democráticas, segundo os funcionários, que pediram para ter a identidade preservada.
Obama apresentará esta nova iniciativa a partir das 11h40 local (12h40 Brasília) de quinta-feira, em um discurso sobre a
estratégia americana diante da onda de protestos pela democracia que atinge o Oriente Médio e o norte da África. Um funcionário revelou que a ideia é baseada em "algumas das medidas adotadas com sucesso na Europa Oriental" durante a queda da "Cortina de Ferro", e seriam aplicadas nos países em transição à democracia no Oriente Médio e no norte da
África.
"Trata-se do início de um esforço de muito grande envergadura", destacou o funcionário, citando Egito e Tunísia como os
primeiros beneficiários. "Esperamos que nos próximos anos surjam novas transições democráticas". O plano de Obama pedirá ao Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento (Berd) que amplie seu raio de ação. Os 60 países contribuintes do Berd se reunirão nesta sexta-feira para examinar um projeto de ampliação das atividades ao norte da África.