Mundo

Obama visitará a zona de derramamento de petróleo nas próximas 48 horas

Vazamento de óleo no Golfo do México já chegou ao litoral da Louisiana

Barreiras tentam conter o petróleo
Barreiras tentam conter o petróleo Foto : Chris Graythen/Getty Images/AFP
O presidente Barak Obama visitará a zona de derramamento de petróleo no Golfo do México nas próximas 48 horas para avaliar a situação. O anúnciou foi feito neste sábado pela Casa Branca. O vazamento de óleo já chegou ao litoral da Louisiana, e a mancha de 1.500 km2 ameaça o ecossistema da região. Os governadores de Louisiana, Flórida, Alabama e Mississippi declararam estado de emergência diante a tragédia ambiental.

A Casa Branca tem tentado mostrar que o mais alto nível do governo está engajado na crise do Golfo e evitar quaisquer comparações com a lenta resposta do predecessor de Obama, George W. Bush, ao furacão Katrina em 2005. Em círculos de cientistas, teme-se que o vazamento saia totalmente do controle e cresça em magnitude, podendo tornar-se até dez vezes maior do que os 5 mil barris por dia que jorram atualmente. Citando um relatório confidencial da Administração Atmosférica e Oceânica Nacional (NOAA, na sigla em inglês) sobre o desastre, o jornal Mobile Press-Register, do Alabama, informa que dois pontos de vazamento adicionais foram encontrados no duto defeituoso.

"Se o duto deteriorar-se mais, o fluxo pode sair do controle, resultando num volume de derramamento de magnitude superior à inicialmente prevista", disse o jornal. A uma pergunta sobre o documento, o porta-voz da NOAA Scott Smullen disse que os vazamentos adicionais foram reportados ao público na quarta-feira à tarde, informa o Press-Register. As informações são da Dow Jones.

Guarda Nacional é mobilizada

A Guarda Nacional da Louisiana foi chamada nesta sexta-feira para auxiliar no combate à mancha de petróleo, informou o porta-voz do Pentágono, Geoff Morrell. A maré negra no Golfo do México, provocada pelo afundamento de uma plataforma petroleira do grupo britânico BP, no dia 22 de abril, alcançou a costa do estado norte-americano e ameaça se tornar uma das piores catástrofes ecológicas da história dos Estados Unidos.

O Pentágono não especificou o número do efetivo mobilizado, mas especialistas acreditam que até 6 mil homens da Guarda Nacional podem ser acionados nesta emergência. O governo da Louisiana já havia decidido mobilizar detentos no Estado para enfrentar a catástrofe ambiental.

Segundo o governador da Louisiana, Bobby Jindal, o Departamento Correcional "trabalha com o Departamento de Vida Silvestre e a Indústria Pesqueira (DWF) para treinar presos nos esforços de limpeza do petróleo derramado, para que possam colaborar com as agências federais".