Obama fez uma passagem rápida por Chicago, como parte de uma viagem eleitoral de dois dias que antes o havia levado à Flórida e à Virgínia (leste). Ao chegar à seção eleitoral, brincou dizendo à multidão que não revelaria o candidato que levaria seu voto, e depois se dirigiu para um comício noturno em Ohio, estado central na acirrada disputa com o adversário republicano, Mitt Romney.
No roteiro, o presidente passou pela vizinhança de sua casa, agora desocupada, em meio ao tumulto de uma carreata presidencial, e apresentou sua identidade para votar. Em seguida, posicionou-se diante da máquina com tela tátil para votar. A ideia do presidente é estimular simpatizantes a também votar cedo e reduzir as abstenções para ajudá-lo a liderar uma disputa que deve ser cabeça a cabeça.
"Em todo o país, estamos vendo muita votação antecipada", enfatizou o presidente americano, explicando que o voto precoce liberava os eleitores de ter que procurar quem fique com as crianças ou tirar dias de folga no dia da eleição, em 6 de novembro. "Se nós afrouxarmos e nossos eleitores não aparecerem, podemos perder . Agora, a boa notícia é que se nossos eleitores aparecerem, definitivamente venceremos".
Assessores do presidente assinalam, em caráter privado, um aumento da confiança de que ele irá prevalecer em 6 de novembro. Mas Romney também buscou convencer seus eleitores de que ele ocupará a Casa Branca pelos próximos quatro anos. "Queremos mudança, uma grande mudança; estamos prontos", destacou o republicano em Ohio, roubando o slogam do presidente de quatro anos atrás, acusando o adversário democrata de ostentar uma campanha torpe e negativa, sem novas ideias. "A campanha de Obama não tem um plano. A campanha de Obama escorrega porque ele fala de coisas cada vez menores apesar de a América ter enormes desafios", disse Romney.