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Observadores da ONU são impedidos de chegar a local de massacre na Síria

Ataque deixou ao menos 55 pessoas mortas em Al-Koubeir

Rebeldes protestam contra a violência no país
Rebeldes protestam contra a violência no país Foto : Shaam News Network / AFP / CP
Os observadores da ONU mobilizados na Síria foram impedidos nesta quinta-feira, principalmente "por barreiras do Exército", de chegar a Al-Koubeir, onde pelo menos 55 pessoas, incluindo mulheres e crianças, foram mortas ontem. A informação é do chefe da missão, general Robert Mood.

"Algumas de nossas patrulhas foram paradas por civis na área. Recebemos informações de moradores da área segundo as quais a segurança de nossos observadores estaria em perigo se entrássemos na aldeia de Al-Koubeir", acrescentou o general.

"Apesar de todos esses desafios, os observadores ainda tentam ter acesso à aldeia para tentar verificar os fatos no terreno", disse, manifestando a sua preocupação relacionada "às restrições impostas aos deslocamentos da missão porque elas impedem a supervisão, a observação e a elaboração de relatórios".

A missão de observação está na Síria desde 15 de abril para supervisionar a aplicação de um cessar-fogo, constantemente ignorado no país.

Premiê britânico faz apelo


Nesta quinta, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, pediu que a comunidade internacional "faça muito mais" para isolar a Síria e condenar o governo de Bashar al-Assad. "Se as informações estiverem corretas, trata-se de outro ataque brutal e, francamente, (acho que) a comunidade internacional deve condenar absolutamente este regime e o presidente Assad pelo que está fazendo", ressaltou.

"Acredito que os líderes de diferentes países do mundo, países que têm um assento no Conselho de Segurança da ONU, precisam agora se sentar e discutir o assunto, porque ninguém pode esconder os fatos", afirmou, referindo-se a Rússia e China.

As duas nações dois se opõem a qualquer intervenção internacional na Síria, mas enfrentam uma crescente pressão para que modifiquem sua posição depois de 15 meses de conflito no qual já morreram cerca de 13,5 mil pessoas.

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