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Observadores europeus defendem eleição hondurenha

Participação teria sido de 61% dos eleitores, mas Zelaya denuncia abstenção de 65% a 70%

Observadores europeus defendem eleição hondurenha
Observadores europeus defendem eleição hondurenha Foto : AFP/CP
Membros do Parlamento Europeu que observaram as eleições em Honduras anunciaram na noite desta segunda-feira que defenderão o reconhecimento do presidente eleito, Porfirio Lobo, vencedor da votação no domingo.
"Vamos trabalhar para que Honduras tenha o reconhecimento internacional", disse o espanhol Carlos Iturgaiz em entrevista coletiva em Tegucigalpa.

Iturgaiz, o tcheco Eduard Cozusnik e outros membros do Parlamento Europeu estão em Honduras como observadores da eleição que apontou o sucessor do presidente deposto, Manuel Zelaya. Alguns governos, como o da Espanha, "não querem reconhecer" a eleição, "mas acredito que diante da transparência do processo vários países admitirão a legalidade" do novo governo, assinalou Iturgaiz.

Cozusnik estimou que a República Tcheca "vai reconhecer sim" a eleição de Porfirio quando saírem os resultados oficiais. "Gostei do entusiasmo do povo, das pessoas que foram às urnas, isso aconteceu no meu país há 20 anos, após a queda do Muro de Berlim", disse Cozusnik.

Segundo dados parciais do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE), Lobo obtinha 53% dos votos apurados (60%), contra 36% para Elvin Santos, que já reconheceu a derrota. A participação teria sido de 61% dos eleitores, uma cifra questionada por Zelaya, que denuncia uma abstenção de 65% a 70%.

Lobo deve assumir a presidência em 27 de janeiro, com o desafio de acabar com a divisão da sociedade hondurenha, iniciada há cinco meses com a destituição de Zelaya, e reinserir Honduras na comunidade internacional. Zelaya está refugiado na embaixada do Brasil em Tegucigalpa desde que voltou ao país, em 21 de setembro passado.