Membros do Parlamento Europeu que observaram as eleições em Honduras anunciaram na noite desta segunda-feira que defenderão o reconhecimento do presidente eleito, Porfirio Lobo, vencedor da votação no domingo.
"Vamos trabalhar para que Honduras tenha o reconhecimento internacional", disse o espanhol Carlos Iturgaiz em entrevista coletiva em Tegucigalpa.
Iturgaiz, o tcheco Eduard Cozusnik e outros membros do Parlamento Europeu estão em Honduras como observadores da eleição que apontou o sucessor do presidente deposto, Manuel Zelaya. Alguns governos, como o da Espanha, "não querem reconhecer" a eleição, "mas acredito que diante da transparência do processo vários países admitirão a legalidade" do novo governo, assinalou Iturgaiz.
Cozusnik estimou que a República Tcheca "vai reconhecer sim" a eleição de Porfirio quando saírem os resultados oficiais. "Gostei do entusiasmo do povo, das pessoas que foram às urnas, isso aconteceu no meu país há 20 anos, após a queda do Muro de Berlim", disse Cozusnik.
Segundo dados parciais do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE), Lobo obtinha 53% dos votos apurados (60%), contra 36% para Elvin Santos, que já reconheceu a derrota. A participação teria sido de 61% dos eleitores, uma cifra questionada por Zelaya, que denuncia uma abstenção de 65% a 70%.
Lobo deve assumir a presidência em 27 de janeiro, com o desafio de acabar com a divisão da sociedade hondurenha, iniciada há cinco meses com a destituição de Zelaya, e reinserir Honduras na comunidade internacional. Zelaya está refugiado na embaixada do Brasil em Tegucigalpa desde que voltou ao país, em 21 de setembro passado.
Observadores europeus defendem eleição hondurenha
Participação teria sido de 61% dos eleitores, mas Zelaya denuncia abstenção de 65% a 70%