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“Occupy Wall Street” batalha para registrar o nome como marca

Movimento encontra concorrentes, que querem lucrar utilizando o nome

Manifestantes ocupam Wall Street há seis semanas
Manifestantes ocupam Wall Street há seis semanas Foto : Timothy Clary / AFP / CP
Apenas seis semanas depois da criação, o movimento "Ocupem Wall Street" (OWS) já pediu para registrar o nome como marca, ante a batalha iniciada para aproveitar a atração que alguns imaginam que a venda de produtos com a frase desperta.

O movimento nascido em Nova Iorque provoca interesse tanto pelos temas que aborda – crescentes desigualdades, poder do mundo das finanças – como pela renda que pode gerar a partir de produtos como camisas e gorros com o nome.

Em 24 de outubro, os ativistas do OWS, que acamparam desde meados de setembro na Praça Zuccotti, perto de Wall Street, decidiram apresentar uma demanda para registrar o nome do movimento à agência governamental americana de marcas e patentes.

"Há varias organizações que tentam ficar com a marca 'Occupy Wall Street'", revelou o advogado que atua no caso, Samuel Cohen. "O movimento apresentou o pedido puramente a título defensivo, para ter certeza de poder continuar utilizando o nome sem ter que lutar contra outras organizações", disse. De fato, outras pessoas, sem qualquer vínculo com o OWS, já apresentaram pedidos para registrar a marca.

Concorrentes querem lucrar com nome

Entre eles está um casal de Long Island (estado de Nova Iorque), Diane e Robert Maresca, que pretendem utilizar a marca em camisas, gorros, guarda-chuvas, bolsas esportivas e mochilas, entre outros produtos. Maresca afirmou que teve a ideia após perceber o sucesso das camisas impressas de maneira artesanal e distribuídas – em troca de doações – na Praça Zuccotti.

Poucas horas antes do OWS apresentar a demanda, Vincent Ferraro, dono da Fer-Eng, uma empresa com sede no Arizona, também pediu para registrar a marca com propósitos similares. "Não estou vinculado de nenhum modo com o OWS. Estou no setor empresarial. E a informação, seja através de marcas registradas, nomes de sites na internet ou dados analíticos, é a riqueza do século XXI", justificou Ferraro na solicitação.

Cohen destacou que, ao contrário dos “rivais”, o OWS já utiliza a marca. Os ativistas têm um diário, produzem camisas de forma artesanal e também têm um site na internet. "Estamos muito confiantes", completou o advogado.

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