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OEA inicia visita de observação à fronteira entre Colômbia e Venezuela

Delegação verificará condições dos colombianos que foram expulsos ou decidiram sair do território venezuelano

Delegação verificará condições dos colombianos que foram expulsos ou decidiram sair do território venezuelano
Delegação verificará condições dos colombianos que foram expulsos ou decidiram sair do território venezuelano Foto : Luis Acosta / AFP / CP
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA), iniciou nesta quinta-feira, uma visita à fronteira entre a Colômbia e a Venezuela, de modo a observar a situação de direitos humanos na região. A delegação da CIDH verificará as condições dos colombianos expulsos do território venezuelano ou que decidiram sair do país por causa da crise fronteiriça. A visita termina no sábado. Delegação da CIDH é composta, entre outros, pelo ex-presidente espanhol Felipe González e pelo secretário-executivo da comissão, Emilio Álvarez Icaza.

No dia 20 de agosto, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fechou a fronteira com a Colômbia, depois que um civil e três militares venezuelanos foram feridos em uma emboscada. Desde o fechamento, segundo uma missão das Nações Unidas, mais de 1,1 mil colombianos foram repatriados e mais de 10 mil abandonaram a Venezuela voluntariamente. Os militares venezuelanos foram baleados enquanto patrulhavam a fronteira do estado de Táchira, na tentativa de evitar o contrabando de gasolina e alimentos subsidiados para a Colômbia, onde são vendidos a preços mais altos.

Maduro atribuiu o ataque às “máfias paramilitares colombianas” e, além de fechar a fronteira, decretou estado de exceção constitucional em seis municípios. Ele enviou 1,5 mil soldados à região para “restabelecer a ordem, a paz e a convivência”. Na terça-feira, Maduro anunciou que determinou o fechamento de mais uma área de fronteira com a Colômbia e o envio de 3 mil soldados das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas para reforçar a segurança. "Decidi decretar o estado de exceção para proteger o povo nos municípios de Guajira, Mara e Almirante Padilla."

Em nota, a CIDH informou que a visita foi autorizada pela Colômbia, mas “até o momento não recebeu resposta do governo venezuelano”. Por esse motivo, a comissão visitará inicialmente apenas o lado colombiano da fronteira. Durante a permanência na Colômbia, a delegação se reunirá com autoridades, organizações da sociedade civil e pessoas afetadas pela situação na fronteira. A visita ocorre dias depois de o secretário-geral da OEA, o uruguaio Luis Almagro, ter ido a Cúcuta, na Colômbia, verificar o que ocorre na região.