"As suspensões aplicadas pela OEA resultariam em grandes implicações econômicas para o país e trariam um impacto direto para decisões de outras instituições do sistema interamericano e para a vida econômica e financeira do Paraguai”, disse Insulza. O Mercosul e a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) suspenderam o país dos blocos até que sejam feitas novas eleições, marcadas para 2013.
O secretário disse ainda que no Paraguai há uma situação de normalidade política, social e econômica que deve ser preservada. Ele insistiu ainda que ao aplicar sanções ao Paraguai, os países da OEA devem ter em mente que o objetivo comum deve ser o de fortalecer a democracia do país e que se deve buscar um caminho que promova o diálogo entre todos os atores políticos envolvidos na questão do Paraguai para superar a situação atual. “Temos nesta organização os instrumentos necessários para ajudar nos esforços para obtermos esses fins (o diálogo)”, falou.
Insulza foi ao Paraguai há cerca de uma semana e meia para saber como estava a situação do país depois do impeachment do ex-presidente Fernando Lugo. Ele deixou o poder depois de ser julgado pelo Congresso paraguaio por má administração. Países sul-americanos consideraram que houve pouco tempo para Lugo fazer sua defesa, pois o julgamento ocorreu em dois dias. Com a saída dele, assumiu o poder o vice-presidente, Federico Franco. Com informações da agência pública de notícias do Paraguai – IP