A Câmara dos Deputados do Paraguai aprovou a proposta por 73 votos a favor e um contra. O pedido de impeachment contra Lugo ocorre após mudanças no gabinete e após a matança de seis policiais e 11 camponeses em um conflito armado numa zona agrícola do país, na última sexta-feira. Insulza ressaltou que seja resguardado "o diálogo, entendimento e a paz interna no país”, enquanto ofereceu ofícios da organização continental caso haja necessidade.
Em uma tentativa de minimizar a crise, Lugo anunciou na quarta-feira a criação de um grupo especial de "civis notáveis", com o apoio da OEA, para investigar a matança da última sexta-feira. O titular da OEA expressou confiança em que o processo político no Paraguai "leve a um resultado que garanta a estabilidade e continuidade democrática. Os países da região avançaram significativamente nos últimos anos em relação às normas de convivência que devem reger o processo democrático e criar a estabilidade institucional, condições essenciais para o seu desenvolvimento”.
Se na conclusão do julgamento político no Senado - onde apenas cinco de seus 45 membros são partidários de Lugo - o presidente for condenado, o vice Federico Franco deverá assumir o cargo. As próximas eleições presidenciais no Paraguai serão realizadas em 2013.