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Ofensiva do Estado Islâmico deixa mais de 100 mortos no Egito

Ataques foram contra o regime do presidente Abdel Fattah al-Sissi

 O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) lançou nesta quarta-feira uma série de ataques sem precedentes contra o Exército egípcio no Sinai, em uma ofensiva que deixou mais de 100 mortos, em sua maioria soldados.

Este foi mais um duro golpe contra o regime do presidente Abdel Fattah al-Sissi.

Pelo menos 70 soldados e civis estão mortos, de acordo com autoridades da segurança e de saúde. Já o Exército informou que 17 soldados morreram e mais de 100 jihadistas foram abatidos.

Os confrontos eclodiram entre soldados e jihadistas após a onda de ataques coordenados, causando também 38 mortes entre os extremistas no Sinai do Norte, no leste do Egito, ainda segundo fontes médicas e de segurança.

Os jihadistas enfrentaram violentamente as forças policiais e militares na localidade de Sheikh Zuweid, onde caças F-16 da aviação egípcia bombardearam posições do EI.

As baixas são as mais pesadas sofridas pelo Exército neste reduto do grupo Ansar Beit al-Maqdess, braço do EI no Sinai, que multiplicou os ataques contras as forças da ordem desde a destituição por parte do Exército do então presidente islâmico Mohamed Mursi em 2013.

No Cairo, o líder da Irmandade Muçulmana e ex-parlamentar Nasser al-Houfi foi morto junto com outras oito pessoas da confraria nesta quarta-feira em um ataque da polícia.

"A família de Houfi está tentando recuperar seu corpo", afirmou o advogado da Irmandade - da qual o ex-presidente Mursi faz parte.

Segundo oficiais da polícia, as forças de segurança mataram "nove ativistas islâmicos armados" na periferia da capital egípcia.

No Sinai, na parte da manhã, os jihadistas lançaram uma série de ataques coordenados em uma escala sem precedentes contra várias posições do Exército no leste de al-Arish, utilizando carros-bombas e foguetes, segundo as autoridades.

A intensidade dos combates impediu as ambulâncias de se aproximarem. O Exército enviou helicópteros Apache para combater os jihadistas.

"Esta é uma guerra. A batalha continua", disse um oficial militar à AFP.