A polícia das Filipinas divulgou que pelo menos sete turistas de Hong Kong e o sequestrador de um ônibus em Manila, capital do país, morreram na noite desta segunda-feira (horário local). Segundo a polícia, o sequestrador era um ex-policial que estava armado com um fuzil. O balanço foi confirmado pelo governo de Hong Kong. Quatro corpos foram levados para o Doctor's Hospital de Manila, onde um refém também estava internado em condições críticas.
"Até o momento temos cinco vítimas. Quatro são mortes confirmadas e a quinta está em condições críticas", declarou por telefone Faith Gaerlan, diretor de emergências do centro médico. Outros dois hospitais receberam três corpos, de acordo com os respectivos serviços de emergência. O chefe de polícia metropolitana de Manila, Leocadio Santiago, afirmou que as forças de segurança não divulgariam de maneira imediata um balanço de vítimas e sobreviventes.
As autoridades acreditam que 15 turistas estavam dentro do ônibus após 12 horas de sequestro. Imagens de televisão mostraram quatro reféns que permaneceram em poder do sequestrador até o fim, saindo do veículo com a ajuda da polícia. O corpo do ex-policial Rolando Mendoza, que cometeu o crime em uma tentativa desesperada de recuperar o emprego, foi retirado pela porta do veículo.
A polícia filipina tentou invadir o ônibus, mas não conseguiu entrar no local porque o sequestrador respondeu com tiros e obrigou os oficiais a se afastar. Após as primeiras horas de sequestro, o ex-policial liberou seis passageiros, entre eles três crianças. Mais tarde permitiu a saída de um turista de Hong Kong de 73 anos e de um fotógrafo filipino. Pelo menos 22 turistas de Hong Kong e três cidadãos filipinos estavam no ônibus no momento do ataque.
Oito pessoas morrem em sequestro nas Filipinas
Ex-policial armado rendeu turistas dentro de ônibus em Manila